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Hospital do Servidor Público experimenta novo método de esterilização feminina

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A exemplo dos Estados Unidos e Europa, o Brasil começou a experimentar, sábado (7), um novo tipo de contraceptivo definitivo, que surge como alternativa ao método tradicional de esterilização pela laqueadura. A novidade foi lançada, às 9h, pelo Hospital do Servidor Público do estado de São Paulo, onde dez pacientes serão as primeiras a serem submetidas a esse novo tratamento.
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De acordo com a médica-chefe do Serviço de Endoscopia Ginecológica do Hospital do Servidor, Daniela de Baptista Depes, trata-se de um dispositivo à base de titânio, importado dos EUA, com espessura equivalente à de um fio de cabelo e com quatro centímetros de comprimento. Esse produto é introduzido por via vaginal com o uso de um endoscópio até o tubo uterino, impedindo o movimento de captação dos óvulos e o contato desses com os espermatozóides. Isso evita que a mulher possa engravidar.
“Isso é feito em cerca de cinco minutos, num ambulatório, sem cortes, sem anestesias e não requer, como no sistema tradicional, que a mulher fique afastada do trabalho por 15 dias”, disse a médica, ao comparar as vantagens do novo método à laqueadura – processo que dura mais de uma hora e exige três incisões na barriga.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, em 2008 foram realizadas nos hospitais da rede pública do país 50.889 intervenções de cesarianas com laqueaduras, a um custo de R$ 21,3 milhões. Em 2007, foram 58.397 e o gasto foi de R$ 23,6 milhões.

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