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Hospital do Servidor de São Paulo reduz permanência de pacientes na UTI

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Servidor Público Estadual, de São Paulo, conseguiu reduzir o período de internação dos pacientes e aumentar o atendimento. Antes, o doente permanecia em torno de oito dias na unidade; atualmente fica em média quatro dias e meio, sem queda de qualidade do serviço. A maioria dos pacientes tem entre 67 e 70 anos e é do sexo masculino. Aproximadamente 30% deles dão entrada na UTI com sepse, inflamação generalizada, causada por infecção, que compromete diversos órgãos do corpo, informa a assessoria de imprensa do Iamspe . A sepse é a mais comum das patologias da terapia intensiva. Nos idosos, o índice de mortalidade chega a 60%. Desde janeiro deste ano, o hospital adota medidas que reduzem a taxa para 40%. ?Nosso trabalho começa com diagnóstico precoce, utilizando corticóides em baixa dose, fazendo rigoroso controle da glicemia e ventilação mecânica, indo até o emprego de novos medicamentos específicos para a cura deste mal?, informa o diretor da UTI, Ederlon Alves de Carvalho.
Ele assegura que a UTI do Hospital do Servidor é a pioneira entre as instituições públicas brasileiras a adotar o medicamento Drotrecogina Alfa Ativada. A droga, lançada no País em 2002, é utilizada desde junho. Funciona como anticoagulante e antiinflamatório e é aplicada durante 96 horas na veia do paciente, em dose calculada de acordo com o peso. ?De cada 10 pessoas que entram na unidade com essa condição, seis saem recuperadas?, afirma Ederlon.
Companhia de familiares
A UTI recebe pacientes de origem clínica e principalmente cirúrgica. Atendeu neste ano cerca de 1, 3 mil pessoas, 15% mais que no ano anterior e 120% superior ao número de oito anos atrás. Mesmo com o aumento da demanda, a unidade conseguiu reduzir o índice geral de mortalidade dos pacientes de 35% para 20% e os familiares podem permanecer na enfermaria do setor por um período de 5 horas por dia, das 11 às 16. Na maior parte das UTIs, informa o diretor, o horário de visita não ultrapassa 20 minutos.
A unidade dispõe de 20 leitos, 30 médicos, 14 enfermeiros, oito fisioterapeutas, psicóloga, administradora, 95 técnicos e auxiliares de enfermagem e três secretárias. No serviço de apoio, há farmácia, laboratório, anatomia patológica, nutrição, segurança e limpeza, disponíveis 24 horas por dia. Toda quarta-feira, no final da tarde, cerca de 40 profissionais da UTI se reúnem na biblioteca do hospital para atualização científica dos trabalhos realizados na área.
O médico informa que o setor desloca pacientes estáveis, mas que ainda requerem cuidados, para a unidade semi-intensiva. ?A medida faz com que sobre espaço físico na UTI para atender à demanda por casos graves?.

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