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Hospital da USP inicia projeto para aprimorar atendimento no SUS

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Promover uma mudança radical no atendimento ao usuário dos serviços públicos de saúde é o principal objetivo do projeto Cora Saúde Brasil (Coordenação de Referência no Atendimento em Saúde). A iniciativa, que será implementada no hospital universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), foi desenvolvida pela Netcom/VDI, especializada em soluções tecnológicas, e pelo Núcleo de Análise Interdisciplinar de Políticas e Estratégia da USP (Naippe). Ela prevê a operação de uma central de atendimento voltada à marcação de consultas, exames, internações e cirurgias para pacientes do SUS. Quando o programa estiver totalmente implantado, os pacientes que ligarem para o HU serão informados e direcionados prontamente, por telefone, sobre os locais de atendimento adequados para cada tipo de problema de saúde – postos de saúde, hospitais universitários com ambulatórios de especialidades e hospitais de referência de alta complexidade na rede pública, por exemplo. O objetivo é ordenar o encaminhamento das cerca de 100 mil ligações recebidas pelo HU mensalmente, evitando deslocamentos desnecessários. ?Nossa expectativa é iniciar a operação a partir de 2005?, afirma Sonia Cicone Liggieri, consultora e diretora executiva da Networking & Serviços, empresa especializada em Economia da Saúde.
De acordo com a executiva, a idéia é agregar novos serviços ao programa gradualmente, incluindo pesquisas de reações adversas e de epidemiologia, histórico médico, entre outros. O programa utilizará, como piloto, o perfil dos moradores da região do Butantã, na zona oeste da capital paulista, mas a proposta é levar o projeto aos demais hospitais da rede pública e particular.
Para viabilizar a iniciativa, as instituições envolvidas buscam mobilizar o setor privado. Assim, as empresas poderão participar adquirindo cotas que prevêem aportes que vão de R$ 10 mil a R$ 50 mil mensais. ?Para empresas da indústria farmacêutica, por exemplo, pode ser muito interessante, pois elas poderão ter acesso aos dados de pesquisas de reações adversas?, aponta Sonia.
A consultora explica que o projeto poderá envolver empresas de diversos setores, como fabricantes, instituições financeiras, companhias de tecnologia, provedores de serviços de call center e laboratórios. ?Apresentamos o projeto para a Embratel e ela já confirmou sua participação?, revela.

       
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