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Hospital alerta pacientes no Dia Mundial de Diabetes

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Um dos principais fatores de risco para outras doenças, o diabetes, atinge cerca de 240 milhões de pessoas no Mundo, segundo a IDF (International Diabetes Federation), e de 8 a 10 milhões de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Este ano, as duas entidades dedicarão o Dia Mundial de Diabetes, em 14 de novembro, para alertar a população sobre o crescimento da doença entre crianças e adolescentes. Além do risco já inerente à doença, o diabetes é um dos principais fatores que causam doenças cardiovasculares. No núcleo que há quatro anos faz acompanhamento desses pacientes no Hospital Cardiológico Costantini, de Curitiba, o atendimento a crianças e adolescentes triplicou nos últimos três anos.

Embora ainda não existam estatísticas oficiais sobre a incidência da doença, a SBD estima que há um crescimento expressivo, principalmente no tipo 2, que se desenvolve por tendências genéticas somadas ao sedentarismo e à obesidade. Apesar de crítica, o diabetes tipo 2 tem tratamento e pode ser prevenido. De acordo com o endocrinologista Marcus Vinicius Salazar, responsável pelo núcleo, a receita é simples. “Mudança de hábitos alimentares associados a exercício físico regular. Não tem como fugir muito disso”.

Segundo ele, é fundamental alertar o pré-diabético, pessoas em que a taxa de glicose no sangue varia de 100 mg/dl a 126 mg/dl quando em jejum, e entre 140mg/dl e 200 mg/dl, após a alimentação. “Estes pacientes são fortes candidatos a tornarem-se doentes crônicos. Porém, se conseguem aderir a um tratamento orientado, a chance cai para 50%”, destaca. Para se ter uma idéia, ao se usar medicamentos com estes pacientes, o êxito de se conter o mesmo risco cai para apenas 30%. “Como o diabetes tipo 2 ainda é uma novidade em crianças, embora infelizmente venha se tornando uma tendência mundial, são poucos os medicamentos em que se tem segurança de uso porque os efeitos colaterais são ainda desconhecidos nestes pacientes. Daí a importância da mudança de hábitos de vida”, reforça.

Os grandes vilões desse quadro, segundo o médico, são a ingestão de alimentos gordurosos e industrializados dos fast foods, a falta de exercícios físicos em detrimento dos novíssimos atrativos dos jogos eletrônicos, levando à obesidade. A imprecisão do diagnóstico, segundo a SBD, é outro fator que inviabiliza o tratamento adequado e contribui para o constante crescimento no número de mortes em decorrência de diabetes no País.

No núcleo do hospital, explica Salazar, os pacientes recebem orientações nutricionais, participam de palestras sobre a doença e métodos de prevenção e podem realizar exercícios físicos com acompanhamento de fisiologistas e cardiologistas no Centro de Reabilitação Cardiopulmonar. “Além disso, nos casos mais complexos como cirurgias e procedimentos, sempre há um endocrinologista de sobreaviso para avaliar a condição do paciente e controlar os índices de glicose, diminuindo assim as complicações inerentes ao diabetes”, completa.

Como começar

Para quem tem algum caso de diabetes na família, o cuidado e a prevenção ao tipo 2, principalmente em crianças e adolescentes, deve ser redobrado. Isso porque há uma tendência de repulsa ao tratamento, principalmente na adolescência. “Esta fase de rebeldia é certamente a mais critica do tratamento, por isso, quanto antes controlar a doença, melhor”, finaliza Salazar.

Segundo o médico

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