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Hospitais terão guia para uso de hipotermia em pacientes com parada cardíaca

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia está finalizando normas de procedimento com a inclusão do uso da hipotermia terapêutica no tratamento de pacientes que estão em parada cardíaca. O objetivo é evitar sequelas neurológicas. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a entidade médica deve publicar até setembro as orientações que deverão ser seguidas por hospitais.
A diretriz da Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (Ilcor) foi publicada em outubro do ano passado. Desde então, cardiologistas brasileiros estão preparando o documento que vai servir de guia para a saúde do País.
A técnica consiste em resfriar a temperatura do paciente a 32ºC durante 24 horas – a temperatura média do corpo humano é de cerca de 36,5ºC. O paciente recebe bolsas de gelo na região do pescoço, das axilas e do abdome, além de soro gelado na veia.
A temperatura é controlada por meio de um termômetro endovenoso para evitar erros. Não pode baixar mais do que 32ºC, senão o paciente corre risco de entrar em choque térmico. O aquecimento do corpo é feito espontaneamente, apenas retirando as bolsas de gelo.
A partir da publicação do consenso, a hipotermia passará a ser oficialmente considerada mais uma arma terapêutica no tratamento desses pacientes. De acordo com o diretor do Centro de Treinamento da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, o maior desafio será encontrar formas de colocar isso em prática nos hospitais.
Estudos internacionais apontam que o frio provocado pela hipotermia reduz o metabolismo cerebral e evita o desgaste celular – o que diminui o risco de sequelas. Em geral, cerca de 30% dos pacientes sobrevivem sem sequelas.
Sem o uso da técnica, os resultados costumam ser bem piores: estima-se que entre 60% e 90% dos pacientes morrem logo após sofrer a parada. Dos que sobrevivem, cerca de 80% ficam com sequelas neurológicas graves.
Ainda de acordo com o Estado de S. Paulo, a hipotermia ainda é pouco usada no Brasil. O procedimento é feito esporadicamente em alguns hospitais como o Incor e o Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, administrado pelo Albert Einstein. Em Araras, a equipe da Santa Casa também usa a técnica.

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