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Hospitais registram queda nos estoques de sangue

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Com as festas de fim ano e férias de verão, os hemocentros do país registram baixa nos estoques de sangue. Por causa das festas e viagens, os doadores praticamente somem. Em média, a queda nas doações é de cerca de 30%. Nesse mesmo período, a procura pelas bolsas de sangue cresce por causa do aumento do número de acidentes nas rodovias.
No Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), no Rio de Janeiro, as doações caíram cerca de 60% nos dias próximos ao Natal, percentual superior à média histórica de 35%. No decorrer do ano, são registradas 350 doações de sangue diárias. No fim do ano, não ultrapassam 150 doações por dia.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde e também com sede no Rio, tem alertado à população para doe sangue. Os pacientes que fazem tratamento de quimioterapia ou radioterapia, fizeram transplante de médula óssea ou passaram por cirurgias necessitam regularmente de transfusões de sangue.
O Inca precisa de 80 doações por dia para atender 1.300 pacientes por mês. De acordo com a chefe do serviço de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, as doações já caíram, mas a expectativa é que os doadores retornem no menor prazo possível. “Normalmente, esta é uma semana tradicionalmente de poucas doações. Hoje, já vieram mais doadores [78] do que na semana passada”, disse ela à Agência Brasil.
Na Fundação Hemocentro de Brasília, o cenário não é diferente – queda de 30% nas doações. Os estoques dos tipos sanguíneos O positivo e negativo são considerados críticos, ou seja, menos da metade do satisfatório. Para tentar atrair doadores, a fundação oferece serviço em que o interessado pode agendar, por telefone, a hora da coleta de sangue.
Apesar de os meses de dezembro a fevereiro serem marcados pela queda nas doações, o brasileiro não procura os hemocentros com regularidade no decorrer do ano. Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 1,8% da população doa sangue, sendo a maioria (46%) jovens de 18 a 29 anos e mulheres (mais de 35%).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 3% a 5% da população precisa doar para abastecer os estoques de sangue. Conforme o ministério, o estoque brasileiro está em constante estado de emergência. No ano passado, 3,1 milhões de doações de sangue foram contabilizadas no país.
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