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Hospitais federais do Rio receberam 47 vítimas da catástrofe

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A rede hospitalar federal no município do Rio de Janeiro recebeu, até esta última quarta-feira (19), 47 pacientes da região serrana do estado, vítimas da catástrofe natural que matou mais de 700 pessoas e destruiu bairros inteiros em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, além de deixar mortos e desabrigados também em Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. A maioria dos pacientes atendidos no Rio de Janeiro, 43 pessoas, veio do Hospital Raul Sertã, em Nova Friburgo.
A porta de entrada dos pacientes é a nova Unidade de Suporte de Emergência (USE) do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte, que concentra a triagem e o primeiro atendimento às vítimas das chuvas. Segundo a diretora-geral do hospital, Sandra Azevedo, depois de avaliar as condições de saúde na emergência da unidade, os pacientes são encaminhados para os hospitais da rede federal: Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado.
Sandra Azevedo informou também que todas as necessidades das vítimas estão sendo atendidas. “Temos recebido pacientes que sofreram esmagamento [de membros e órgãos], que ficaram sob os escombros várias horas. Temos pacientes com traumatismos graves, com necessidade de cirurgias ortopédicas, neurocirurgias imediatas. Recebemos também uma paciente que precisa de hemodiálise contínua. Tudo o que eles precisam, estão tendo”.
O lado psicológico dos parentes que acompanham as vítimas também preocupa a direção do hospital. “Cada paciente trouxe um acompanhante e cada um desses acompanhantes também está doente. Eles estão precisando de todo apoio médico, psicológico, de assistência social e, principalmente, de enfermagem”.
Um dos pacientes é o funcionário da prefeitura de Nova Friburgo Maicon Gonçalves, de 23 anos. Ele estava ajudando no trabalho de resgate de sobreviventes e retirada de corpos quando foi atropelado por um carro em alta velocidade. Maicon fraturou a tíbia e a fíbula e sofreu uma grande lesão no rosto. Segundo ele, a catástrofe, que o fez perder uma tia e um primo, também acabou com a “velha Nova Friburgo”.
“Moro em [Nova] Friburgo desde que nasci. Era uma cidade linda. Agora vai ter que construir uma nova cidade. Aquela ali acabou. Todos os bairros em que você anda, só encontra tragédia, deslizamentos, prédios que desabaram. Meus pais já moram em Rio das Ostras e talvez eu vá para lá”, desabafou o jovem servidor público.
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