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Hospitais estão sem radiofármaco FDG

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Desde a última terça-feira, 27, alguns hospitais de São Paulo e Rio de Janeiro que utilizam o PET (tomografia por emissão de pósitron) estão em crise. A principal razão é a falta do FDG (Flúordesoxiglicose) utilizado no exame e produzido pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN).
Há mais de 40 dias os servidores públicos dos institutos entraram em greve, mas apenas na última semana decidiram paralisar toda a produção do FDG. De acordo com a Assessoria de imprensa do Ipen, a greve está com uma adesão de 44,2% e os outros radiofármacos estão sendo produzidos normalmente.
Segundo Renato Benvenutti, diretor do Sindicato dos Servidores do IPEN, haverá uma nova reunião nesta quarta-feira, 5, com o Ministério do Planejamento para um possível acordo. “A proposta de aumento salarial abramge vários índices e faixas salariais. Desde 17 de maio de 2006 estamos em negociação com o governo. Porém todas as propostas apresentadas até o momento não atendem as nossas necessidades. A razão de parar a produção do FDG foi discutida em assembléia com os servidores, pelo impacto e importância para a sociedade.  Não queremos prejudicar o paciente, porém já faz 56 dias que o governo não nos chama para negociar”, explica Benvenutti.
Segundo o diretor do Sindicato, caso as propostas não atendam as necessidades, a greve continuará. A possibilidade de voltar a produção mínima poderá ser avaliada, porém a posição hoje é a paralisação total da produção do FDG.
Na outra ponta do problema, os hospitais passam pela crise com a falta da substância. No Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cerca de 43 pacientes não realizaram o exame. “Não estamos realizando nenhum exame com o PET no hospital. Por dia nossa média de atendimento é de 12 exames. O grande problema será reagendar todos estes pacientes, mesmo no fim da greve. “, afirma Antonio Antonietto, superintendente de pacientes externos do Sírio. O hospital enviou uma carta a todos os pacientes explicando a situação de crise, além de telefonar para todos.

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