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Hospitais enfrentam desafios na assistência ao idoso

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A população idosa no Brasil somava 21 milhões de pessoas em 2008, segundo o IBGE. O número leva o país a uma das maiores taxas de crescimento de população idosa no mundo, superando países europeus. Mas será que estamos preparados para oferecer as condições e cuidados adequados a essas pessoas?

Os idosos precisam de atenção especial e existe uma grande dificuldade, principalmente da família, em lhes oferecer bem-estar e conforto. Sem a devida orientação, os familiares acabam optando pelas internações de longa permanência, o que resulta em “pacientes moradores” nos hospitais.

É para abordar essa e outras questões relacionadas à atenção ao idoso que a médica com pós-graduação em geriatria e gerontologia, Márcia Kimura Oka, participa do 19º Congresso da Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo (Fehosp), que acontece entre os dias 21 e 23 de abril, em Atibaia.

Um dos argumentos a serem apresentados pela especialista é que o hospital que proporciona uma alta consciente e orientada demonstra qualidade e resolutividade na assistência. “Hospitais públicos e privados enfrentam a problemática comum das internações de longa permanência para os pacientes idosos, mas não é saudável para o paciente ficar tanto tempo no hospital. A internação é para a investigação do diagnóstico e deve ser permanente apenas se extremamente necessária”, afirma.

Márcia coordena o Grupo de Apoio ao Paciente de Longa Permanência (GRAP), criado para reverter esse quadro. O GRAP é responsável pela adoção da alta hospitalar segura ao paciente idoso. “O projeto conta com um grupo multidisciplinar composto por médicos, psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistente sociais, nutricionistas etc. para assegurar acompanhamento médico mesmo depois da alta.”

O trabalho do grupo é possibilitar que a família possa cuidar melhor do paciente e oferecer amparo e segurança a ambos. Segundo a especialista, muitos dos pacientes idosos sentem receio de voltar para casa por medo de perder assistência e profissionais com quem possam compartilhar suas angústias e dúvidas.

“Estamos tendo um retorno muito interessante. Era comum que, após a alta, o idoso voltasse repetidas vezes ao hospital para novas internações. Com o programa, o número de pacientes idosos que voltaram a ser internados diminui e de forma expressiva, o que comprova, além da segurança do paciente, a reintegração familiar”, avalia.

Ela irá compartilhar os desafios, a experiência e os resultados do GRAP em apresentação de case no dia 22, às 16h.

Márcia Kimura Oka é médica formada pela Faculdade de Medicina da USP, MBA em Gestão em Economia da Saúde e Pós Graduação em Geriatria e Gerontologia pela Unifesp e Coordenadora do Grupo de Apoio ao Paciente de longa Permanência do Hospital Santa Catarina.

Sobre o evento:

A 19ª edição do Congresso de presidentes, provedores, diretores e administradores hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) tem como objetivo discutir as relações internas e externas dos hospitais, seus pontos fortes e fracos, buscar avanços nas oportunidades, além de localizar e solucionar as limitações existentes na gestão das entidades de saúde. O tema central do evento deste ano será “Instituições de Saúde: um novo olhar sobre a qualidade e sustentabilidade”.

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