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HCor quer reunir em única pílula quatro remédios contra doenças cardíacas

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Os pesquisadores do IEP ? Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração acabam de finalizar, juntamente com pesquisadores de outros seis países, a fase inicial de um estudo que tem a missão de reunir, em uma única pílula, quatro medicamentos para prevenir doenças cardiovasculares, a principal causa de mortes no Brasil e no Mundo.

Segundo a instituição, a polipílula tem como principal objetivo prevenir problemas de risco cardiovascular moderado, reduzir a pressão arterial e controlar o colesterol. Ela combina em um único comprimido os compostos da Aspirina (que previne entupimento dos vasos sanguíneos do coração) em baixa dosagem, a Sinvastatina (controlador de colesterol) e de dois medicamentos para controle da pressão arterial Lisinopril e Hidroclotiazida (ou beta-bloqueador).

De acordo com a publicação as vantagens desta polipílula para pacientes predispostos a problemas cardiológicos são a adesão ao tratamento (visto que é necessária uma única dose por dia e portanto facilita a vida dos pacientes) e custo (muito inferior ao valor dos quatro medicamentos somados).

Segundo o HCor, a polipílula combina um princípio ativo que evita o entupimento de artérias do coração, outro que baixa os níveis de colesterol no sangue e dois para reduzir a pressão.

E afirma que na primeira fase, com início em 2006, feita em sete países, 400 pacientes com risco médio de infarto ou derrame, tomaram uma pílula por dia por quase cinco meses. Em todos esses países se viu uma redução de 60% no risco da pessoa sofrer um derrame ou infarto no futuro, além da redução na pressão arterial e no colesterol. O passo mais importante virá agora, com uma pesquisa de larga escala envolvendo um maior número de pacientes e vários centros.

No segundo semestre inicia a segunda fase da pesquisa com pacientes mais graves que já tiveram AVC e infarto. A segunda fase contempla vários estudos, com protocolo semelhantes e conduzidos simultaneamente em vários países (colaboração SPACE). No Brasil o estudo será coordenado pelo IEP HCor em parceria com o Ministério da Saúde e irá envolver duas mil pessoas (de 22 hospitais do país), para o teste da eficácia total da polipílula.

O HCor explica que durante um ano e meio, oito mil pessoas em quatro estudos diferentes que já tiveram infarto ou derrame vão tomar o medicamento. Só depois dessa nova pesquisa é que vai ser definida a eficácia da pílula em larga escala.

A prioridade da OMS (Organização Mundial da Saúde) foi desenvolver um único comprimido para as doenças cardiovasculares com baixo custo e adesão pelos pacientes.

Na primeira fase do estudo tivemos resultados significativos como, por exemplo, a diminuição do risco de AVC nesses pacientes que se beneficiaram da polipilula e cerca de 90% de adesão. Agora, com a segunda fase da pesquisa, o hospital esperta ter bons resultados com os pacientes que já sofreram infarto e tiveram AVC.

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