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HC de São Paulo pesquisa fator hereditário em casos de câncer

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Um grande número de casos de câncer em uma mesma família muitas vezes traz angústia para seus membros, que desconfiam da hereditariedade da doença. Desde o último mês de novembro, o Ambulatório de Oncologia Clínica do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP colocou à disposição destas pessoas o Ambulatório de Aconselhamento Genético. Pacientes com histórico de câncer na família passam por uma série de entrevistas e testes a fim de descobrir se a doença é, nesses casos, hereditária, e quais as chances de desenvolvê-la no futuro, informa a Agência USP. A primeira etapa consiste em levantar o histórico clínico do paciente e de várias gerações de sua família. É feito um heredograma (diagrama com o histórico familiar de doenças) de, no mínimo, três gerações com todas as ocorrências de câncer, se possível com documentação médica que descreva o tipo de tumor.
A equipe do Ambulatório analisa os dados e, dependendo do padrão de ocorrência da doença na família, encaminha o paciente para um teste genético, feito por meio de análise sangüínea. A pesquisa é específica para um determinado tipo de gene. Se for encontrada alguma mutação, os médicos sabem quais os riscos de a pessoa desenvolver o câncer. “Se alterações genéticas não forem encontradas, o paciente deverá ser acompanhado, porque pode ter uma mutação não conhecida”, afirma a médica Maria Del Pilar Estevez Diz, supervisora do ambulatório.
Quando os médicos detectam mutações genéticas que conferem maior suscetibilidade à doença, a equipe discute com o paciente sobre as possíveis alternativas de tratamento. Para o câncer de mama há três abordagens. Os exames preventivos (ultra-sonografia e mamografia) deverão ser feitos mais cedo, a partir dos 25 ou 30 anos. A segunda opção é o uso de medicamentos quimio-preventivos. A última e mais radical alternativa é a mastectomia preventiva (retirada total ou parcial da mama).
Por enquanto, o Ambulatório de Oncologia Clínica realiza somente o tratamento de pacientes com histórico familiar de câncer de mama encaminhados por médicos do próprio Hospital das Clínicas. Mas a idéia original é estender o tratamento para outros tipos de câncer como ovários, colon e reto.

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