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Guerbet divide unidades de negócios

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Quatro anos após a aquisição da Medex, a Guerbet apresenta a marca oficialmente ao mercado e divide seus negócios em duas grandes áreas: contrastes e equipamentos. “A empresa despertou o interesse da Guerbet por seu conceito inovador em bombas injetoras soft bags, que dispensam o uso de seringa. Em 2004, a Medex foi adquirida e passou este tempo em um processo de profissionalização e desenvolvimento de produtos complementares e recebendo investimentos em qualidade”, conta o diretor comercial para o Brasil, André Felipe Colpas Coutinho.

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A decisão de manter a marca Medex se deve a uma estratégia comercial e administrativa. “Entendemos que isso deixaria os processos mais flexíveis. Os negócios de equipamentos e contrastes são diferentes e por isso é melhor ter uma marca para os sistemas de injeção e outra para os aparelhos. São dinâmicas paralelas, mas com sinergias. Podemos vender o pacote de soluções ou só uma das partes”, explica o diretor.

Enquanto as bombas estão em fase de pré-lançamento, aguardando autorização da Anvisa para comercialização, a Guerbet aposta na expansão das vendas do Dotarem, um contraste que vem ganhando espaço no mercado após a descoberta da Fibrose Sistêmica Nefrogênica, um efeito adverso dos pacientes com insuficiência renal a alguns agentes de contraste para Ressonância Magnética. “Este efeito colateral não era conhecido e começou a ser diagnosticado em três anos. Os médicos identificaram que nosso contraste oferecia um risco menor e, com isso, as vendas de Dotarem cresceram, globalmente, 28% nos últimos dois anos e, na Europa, atingimos 44% de market share”, conta a vice-presidente de Comunicação, Anne-Laure Delasalle.

Como um todo, a multinacional cresceu 5% globalmente, enquanto a filial brasileira atingiu crescimento de 16%. “O mercado de América Latina ainda não responde por uma fatia muito grande do faturamento global, porque o maior mercado é a Europa, mas a região é estratégica porque o market share aqui é grande e os impactos da crise financeira são menores”, diz Coutinho. “O Brasil é uma plataforma importante. Nosso CEO diz que a operação brasileira é um modelo para as filiais de outros países”, complementa Anne-Laure.

A única indústria da Guerbet fora da França fica no Brasil, fabrica 90% dos produtos comercializados no mercado local e emprega 10% da força de trabalho da multinacional. “O português é a segunda língua na Guerbet”, brinca a VP de Comunicação.

A fábrica brasileira, inaugurada nos anos 1980, receberá, até 2010, ? 1 milhão em investimentos.

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