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Gripe suína faz laboratórios aumentarem a produção

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Em meio ao tumulto que a gripe suína causou em todo o mundo, a indústria farmacêutica já se organiza para atender às necessidades dos doentes. O grupo suíço Roche informou que está pronto para distribuir mundialmente três milhões de doses de seu medicamento antiviral Tamiflu, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o vírus da gripe suína. Em 2006, a Roche doou doses do remédio à OMS para enfrentar a ameaça de pandemia de gripe aviária, e mantêm as mesmas à disposição da organização, armazenadas na Suíça e nos Estados Unidos, uma vez que a substância (fosfato de oseltamivir) também é eficaz contra o novo vírus suíno do tipo A/H1N1. “Estamos prontos para enviar o Tamiflu assim que a OMS pedir”, afirmou à AFP uma porta-voz da Roche.
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Depois das mortes no México, o vírus já foi detectado nos Estados Unidos, Canadá e Europa e a OMS alerta sobre um “potencial pandêmico”.
Além das três milhões de doses colocadas à disposição pela Roche, a OMS tem dois milhões de doses deste antiviral, sob a forma de pílula, informou o porta-voz do laboratório suíço à Reuters. Dessa forma, no total, a OMS dispõe de cinco milhões de doses que permitirão curar o mesmo número de pessoas infectadas.
No Brasil, a subsidiária da Roche esclarece que o estoque atual do medicamento está comprometido com o Ministério da Saúde. Segundo nota, o tratamento será utilizado em caso de confirmação da doença no País.
A GlaxoSmithKline, segunda maior fabricante de medicamentos do mundo, informou que busca maneiras de aumentar a produção de Relenza, outro remédio que se mostrou eficiente contra a nova variedade da gripe suína.Especialistas temem que a doença, que já matou pessoas no México, possa se transformar em uma epidemia global. Exames mostram que a gripe suína é sensível ao Relenza, um medicamento inalado. A empresa britânica afirmou ontem que forneceu 100 mil pacotes de Relenza e 170 mil doses adicionais de sua vacina de gripe sazonal às autoridades mexicanas, solicitados desde a eclosão da doença.
A Glaxo continua discutindo com as autoridades mexicanas se um maior apoio da empresa é necessário no momento, de acordo com a companhia.
A suíça Novartis também anun-ciou ontem o trabalho conjunto com a OMS no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da gripe suína. Segundo um porta-voz, o laboratório já está em contato com a entidade para este trabalho, acrescentando, no entanto, que até o momento não foi tomada nenhuma decisão sobre o início do desenvolvimento ou produção de um medicamento dessa índole. “Ainda não recebemos as cepas do vírus para iniciar a fase de pesquisa”, enfatizou a fonte. Para desenvolver uma vacina contra a gripe é preciso um prazo de três a seis meses, recordou o porta-voz.
Em 2007, a OMS se mostrou preocupada em relação ao desconhecimento da doença. Uma pesquisa realizada em 19 países pela IPSOS, revelava que na América Latina, Argentina e México estavam entre os países que apresentaram o menor índice de conscientização sobre a gripe aviária. Alemanha, Itália, Suécia e Tailândia lideram o ranking dos mais bem informados no mundo. O Brasil estava entre os mais consciente em relação a este tipo de gripe na região.
 

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