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Gripe A: alta dos custos requer ações de prevenção

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Com a Gripe A (H1N1) – popularmente conhecida por gripe suína – deve haver pico nos índices de sinistralidade entre as instituições prestadoras de serviços médicos. O alerta foi feito durante o Avant Première, realizado na última semana na sede da IT Mídia, pelo diretor financeiro da Unimed Paulistana, José Roberto Gallo.

A exemplo desta previsão, o Bradesco anunciou no último dia 5 um crescimento de 83,6% para 86% na sinistralidade do ramo de seguro saúde do primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Gallo aponta que fenômenos como este se devem, principalmente, a maior procura pelos atendimentos em hospitais e prontos-socorros. 

“É preciso adotar uma série de medidas para administrar não só a doença, mas também os custos que ela vai levar para o sistema de planos de saúde”, explicou o CFO, ao esclarecer que a empresa já adotou uma série de precauções elencadas pelo ministério da Saúde.

Segundo ele, o principal objetivo é evitar o contágio dentro das unidades com atendimento mais rápido e efetivo, além da atenção redobrada aos pacientes mais sensíveis à doença, como gestantes, idosos e crianças. “Se soubermos administrar a situação de forma adequada, selecionando esses pacientes já na entrada, ela não nos afetará de forma prolongada”, afirmou.

Acrescido deste fator, Gallo apontou que deve haver, no curto prazo, elevação nos custos assistenciais para o atendimento especializado. Ele reforça dizendo que os planos de saúde podem sofrer algum reajuste, a ser analisado pela Associação Nacional da Saúde (ANS) no momento mais apropriado para ocorrerem tais negociações.

Para que isso ocorra, as empresas precisarão mostrar levantamentos que comprovem que os resultados dos negócios foram afetados pelo crescimento da sinistralidade. “O plano de saúde nada mais é do que um seguro que você paga pelo atendimento. Havendo este aumento, o custo deve ser arcado pelos nossos usuários”, enfatizou Gallo.

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