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Gran Sapore aposta em hotelaria hospitalar para fazer R$ 1 bilhão

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O empresário Daniel Rivas Mendez, uruguaio radicado há mais de 15 anos no Brasil e fundador da empresa de refeições coletivas Gran Sapore, está rindo à toa. Sua empresa desistiu de abrir capital a tempo de escapar da crise do mercado financeiro que vem
trazendo dor de cabeças para os estreantes da bolsa. Mas, ainda assim, pôde contabilizar os ganhos com o processo de estruturação para a oferta pública de ações. “Hoje temos conselho de administração, somos auditados pela KPMG e sabemos que o mercado vai voltar mais seletivo, em busca de empresas com mais confiabilidade”, afirma Mendez.

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A empresa começou a preparar-se para abrir capital em 2003, quando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriu 20% de seu capital. E Mendez ainda não deixou para trás seus planos de ter a primeira empresa de refeições coletivas brasileira, segunda maior do mercado nacional – atrás apenas da GRSA, da multinacional Compass – no mercado de capitais. Por enquanto, em momentos de adaptação, o empresário mantém a estratégia de crescimento em busca do R$ 1 bilhão de faturamento para 2009. “Vamos crescer quase 30% este ano e atingir um faturamento da ordem de R$ 840 milhões só com alimentação”, diz Mendez, ressaltando que o ano foi difícil para o setor de refeições coletivas devido a alta das commodities e até falta de produtos. “Carnes, por exemplo, ainda não estão disponíveis.” Mas, “quanto mais difícil fica o mercado, mais as empresas buscam parceiros consolidados, o que abre novas oportunidades”, diz o empresário.

A Gran Sapore fechou contrato com mais de 137 novos clientes neste ano. A empresa também está expandindo em outros países da América Latina. “Temos contratos no México, Colômbia, Honduras, Peru e Argentina.” São clientes de peso, como as multinacionais Eletrolux, Motorola e Philips. A companhia acaba de ganhar também a conta da Ford em Camaçari.

Mas o segmento de negócios que está chamando a atenção de Mendez é a hotelaria hospitalar. A empresa já atende hospitais no Rio de Janeiro, como o Copa D”or, Tijutrauma e Balbino. E assinou contrato para gerenciar a hotelaria do hospital da Unimed, em construção na cidade de Campos (RJ). Há cerca de um ano, assumiu também o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, onde é responsável por servir até 2,5 mil refeições por dia.

Esse segmento ainda representa uma parcela pequena do faturamento da empresa, mas segundo Mendez, pode chegar a 10% ou 15% em um curto período. Isso porque a Gran Sapore só atua com serviço de hotelaria diferenciado. “Trabalhamos com um conceito de hotelaria, no qual você coloca na alimentação o cuidado com a pessoa”, afirma. Esse tipo de serviço ainda não é maioria entre as instituições hospitalares, que costumam manter sob seu comando o gerenciamento da área de alimentação. “Não se trata de custo, é mais a dificuldade de entregar para um terceiro uma área delicada e que exige responsabilidade”, explica.

Esse segmento tem sido alvo de disputa entre empresas do setor. O Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por exemplo, é gerenciado pela GRSA. Já o Hospital São Luiz conta com os serviços do Grupo Chieko Aoki.

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