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Governos pressionam e OMS não eleva alerta de pandemia

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Governos deixaram as questões de saúde de lado e promoveram, ontem (18), uma ofensiva política para evitar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarasse uma pandemia de gripe suína, o que seria a primeira do século 21.
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Alguns técnicos da entidade estimaram que os números de casos e países afetados já seriam suficientes para decretar o nível máximo de alerta. Mas México, Brasil, China, Japão, Reino Unido, países árabes e outros alertaram que novos critérios devem ser incluídos na avaliação de uma eventual declaração de pandemia.
Com isso, conseguiram frear sua declaração. Já o governo americano foi mais pragmático e alertou que o vírus vai continuar a se espalhar por todo o mundo e que o surto “não está terminando”.
Hoje, a Assembleia Mundial da Saúde abriu sua reunião anual em Genebra sob a ameaça da declaração da pandemia. Já são mais de 8 800 casos da gripe, com 135 casos no Japão e mais de cem na Espanha e no Reino Unido, além do epicentro na América do Norte.
O Japão ordenou o fechamento de 2 mil escolas e cancelou eventos públicos. José Gomes Temporão, ministro da Saúde do Brasil, estima que o Japão já entrou no grupo de países que tem transmissão continuada da gripe.
Pelos critérios técnicos, a proliferação do vírus em duas ou mais regiões já seria suficiente para a declaração de uma pandemia. Numa delas, a América do Norte, o vírus já está instalado.
A questão era como a gripe se comportaria na Ásia e Europa. Em declaração ao Grupo Estado, o chefe do Comitê de Emergência da OMS, John McKenzie, apontou que o padrão de transmissão da doença no Japão é similar ao de Nova York quando o nível de alerta passou de 4 para 5 (em uma escala de 1 a 6), há três semanas. “Os governos estão preocupados com a repercussão que isso pode ter”, afirmou McKenzie.
Os governos temem que a declaração da pandemia poderia ter custos econômicos, além de consequências políticas, restrições de comércio e de viagens, fechamento de fronteiras e quarentenas forçadas de pessoas vindas de locais com surtos também poderiam ser adotados. Os governos também temem que o anúncio cause pânico e pressão maior sobre os sistemas de saúde.
Portanto, a decisão foi a de pedir que a questão da gravidade da doença gerada pelo vírus fosse considerada. Até agora, a maioria dos casos da gripe foi suave. Portanto, a pandemia não teria motivos para ser declarada.
“O Brasil apoia uma revisão dos critérios”, afirmou Temporão. Para ele, não apenas o número de países afetados deve ser considerado, mas a gravidade do vírus. Já sabemos alguma coisa do vírus e sabemos que a letalidade está em queda”, disse, justificando que não haveria motivo por enquanto para declarar a pandemia.

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