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Governo vai criar 130 centros de referência para doenças do trabalho

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Começa hoje, em Brasília, o II Encontro Nacional da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast). A abertura do evento acontece às 9 hs pelo secretário de Atenção à Saúde, Jorge Solla, no Instituto Israel Pinheiro. O encontro reúne gestores, técnicos e representantes dos conselhos estaduais e municipais de Saúde de todo o País para debater propostas que permitam a estruturação de uma rede nacional de assistência ao trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS), informa a Agência Saúde. Para compor a rede, até o final deste ano, 60 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRST) serão organizados. A meta é apresentar o seguinte panorama em abril de 2004: 130 centros de referência em saúde do trabalhador, totalizando R$ 43,5 milhões investidos. O projeto será financiado com recursos do Fundo de Ações Estratégias e Compensação (Faec) – repasse além do teto financeiro já destinado aos Estados.
Formados por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais, os centros de referência em saúde do trabalhador funcionarão como locais de triagem dos pacientes, garantindo atendimento mais adequado. Em casos de acidente ou doença provocada pelo trabalho, caberá à equipe do centro, após diagnóstico preliminar, encaminhar o paciente para as unidades de média ou alta complexidade, conforme o tipo de atendimento necessário.
Para garantir uma assistência mais próxima à população, os centros de referência em saúde do trabalhador vão atuar em parceria com as equipes do Programa Saúde da Família (PSF).
A Renast vai assegurar a assistência integral aos trabalhadores do setor formal e informal com problemas de saúde relacionados ao trabalho rural e urbano, incluindo: ações de vigilância, promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores acidentados ou com doenças relacionadas ao trabalho; o registro de todos os casos de acidentes e doenças do trabalho atendidos nas unidades do SUS; a garantia do encaminhamento para as providências previdenciárias e trabalhistas; e a disseminação de uma cultura que considere o trabalho como fator de saúde.
Dos 130 centros de referência que estão sendo criados, 27 localizam-se nas capitais dos estados e no Distrito Federal. O restante será distribuído conforme a população de cada território, considerando a capacidade instalada e o atual estágio de regionalização do sistema. Uma rede de centros colaboradores, formada por universidades e centros de pesquisa também está proposta para garantir a retaguarda técnica necessária.

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