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Governo brasileiro deve criar ‘superlaboratório’

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o governo deve criar um “superlaboratório” nacional para competir com as multinacionais que atuam no país. O projeto deve ser financiado pelo BNDES, que tem como foco fortalecer as indústrias nacionais para que elas tenham escala como as grandes companhias farmacêuticas internacionais. O banco propõe financiar fusão entre laboratórios e também aquisições, por meio do Profarma, programa de fomento voltado para o setor farmacêutico, cujo orçamento é de R$ 3 bilhões até 2012. Até dezembro, os financiamentos do BNDES já somavam R$ 1,3 bilhão.
A ideia do governo é evitar que companhias brasileiras sejam adquiridas por multinacionais, como ocorreu com a Medley, que foi comprada pela companhia francesa Sanofi-Aventis. E ainda, o “superlaboratório” deve ser criado com a meta de estimular investimentos em pesquisas e desenvolvimento (P&D) de empresas nacionais e troca de tecnologia.
A preocupação do ministro é reduzir o déficit comercial do governo, que ficou em torno de US$ 7 bilhões no ano passado. O governo pretende baixar esse valor para até US$ 4,4 bilhões e desenvolver tecnologias para a produção, no país de 20, de produtos estratégicos do SUS até 2013.
Segundo o ministro, o governo concluiu nove projetos envolvendo parcerias, nos quais participam sete laboratórios públicos, sete privados, um deles estrangeiro, para o desenvolvimento de 14 produtos. Esses projetos somam compras anuais da ordem de R$ 650 milhões, com economia estimada entre R$ 130 milhões/ano e R$ 150 milhões/ano, nos próximos cinco anos.
Em 2009, o Brasil movimentou R$ 30,2 bilhões em vendas de medicamentos. O potencial é de crescimento acima de dois dígitos nos próximos anos.
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