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Governo aprova liberação de R$ 2 bilhões para a saúde

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Em reunião da coordenadoria política no Palácio do Planalto, finalizada no final da tarde desta segunda-feira, 27 de agosto, o governo aprovou o descontingenciamento de R$ 2 bilhões para a saúde. O presidente da Frente Parlamentar de Saúde, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), diz que os recursos devem ser aplicados para a correção da tabela do SUS que, segundo ele, encontra-se profundamente defasada.
Segundo o Ministério da Saúde do total, R$ 1,2 bilhão será repassado a estados e municípios e R$ 800 milhões serão destinados à compra de medicamentos.  
“Os recursos irão estancar a crise, porém, não resolvem o problema”, avalia Perondi. “De cada R$ 100 reais gastos, o SUS paga 55%. Portanto, se a dívida do governo é de R$ 19 bilhões, seriam precisos R$ 9 bilhões para correção da tabela”, contabiliza.
Perondi diz ainda que o reajuste não será linear, não será porcentual para toda a tabela. “Em todo o plano real, desde 95 até outubro do ano passado, o governo deu 37% de reajuste. A inflação do PGP-M nesse período é de 347%. Assim, dá para se ter noção dessa defasagem”.
O deputado acredita que a pressão feita pela Frente Parlamentar de Saúde impulsionou a decisão, principalmente em função das mobilizações. Só a última contou com centenas de pessoas que fizeram recentemente uma procissão com velas em Brasília.
A Frente Parlamentar quer que a votação da regulamentação da EC 29 aconteça antes da discussão sobre a prorrogação da CPMF no Congresso. O próximo encontro do grupo é na quarta-feira, dia 29 de agosto, às 18h. “Continuaremos nos mobilizando”, avisa o deputado.
Segundo Perondi, na próxima reunião da coordenadoria, dia 2 de setembro, o presidente Lula convocou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão para participar, juntamente com os outros cinco ministros que compõe a coordenadoria: o da Fazenda, do Planejamento, da Casa Civil, da Secretaria Geral e de Relações Políticas.
“Como o Lula já garantiu que quer regulamentar, falta apenas o Arlindo Chinaglia colocar em pauta, para que a negociação aconteça mais rapidamente”, comenta Perondi.
“Como sou movido pela esperança, acredito que ela deva acontecer em setembro. É isso que eu quero”, entrega o deputado.
 
 

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