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Governança estratégica

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Nascida de uma sociedade entre um economista e um médico, Edson Santos e Francisco Balestrin, respectivamente, a Rede Vita de hospitais incorporou, desde o início de suas operações as práticas de governança corporativa. “O grupo foi estruturado visando o longo prazo, preparado para a expansão e num modelo que favorecesse o acesso ao capital, o que é um tipo de gestão avançado para o mercado de saúde”, analisa o superintendente da Rede Vita para a regional Sul, José Octávio Leme.

Com unidades hospitalares em Curitiba e Volta Redonda, o grupo também passou a fazer parte da International Hospital Corporation, depois de unir suas operações à rede Cima, com atuação no México e na Costa Rica. Os nove hospitais que compuseram o novo grupo passaram, então, a trocar experiências nas áreas clínica e administrativa, fortalecendo suas práticas de governança corporativa.

“A situação mudou para melhor no que diz respeito a benchmark e troca de informações, principalmente assistenciais. Comparamos nosso painel de indicadores de qualidade com o painel dos hospitais Cima e buscamos, juntos, soluções para os desafios, como no caso da gripe suína, em que determinamos condutas padronizadas de atendimento”, relembra Leme.

Nas áreas administrativa e financeira, os hospitais da rede brasileira, como é o caso do Vita Curitiba, contam com auditoria independente e possuem formatos padronizados de envio de resultados operacionais e financeiros ao conselho administrativo, que se reúne uma vez por mês para acompanhar o cumprimento de metas e orçamento estabelecidos pelo planejamento estratégico.

Este é o primeiro passo para consolidar as informações, que depois serão repassadas para todos os níveis hierárquicos do hospital. “O planejamento estratégico é desdobrado em um plano diretor para o hospital e então se transforma em metas para cada área, que são acompanhadas semanalmente pelo comitê gestor. Depois, este fórum é ampliado para supervisores e coordenadores e as diretrizes são multiplicadas para todas as equipes, garantindo a transparência da comunicação.”

A disseminação das informações funciona também como estratégia para preparar sucessores. “A delegação de poder para as pontas mostra nossa preocupação em preparar substitutos. As informações abertas e transparentes facilitam a transição, bem como a amplitude e a consistência dos instrumentos de gestão. Com isso, um superintendente de hospital se torna apto a assumir as funções de um diretor regional e assim por diante. Os sucessores já têm uma visão clara do negócio e mudariam de papel com mais facilidade”, diz o diretor.

Cenário pós-crise

Com os sinais claros de recuperação da economia, a Rede Vita acredita que 2010 será um ano de mercado aquecido.

O Vita Curitiba, que recentemente duplicou sua UTI Pediátrica, passando de cinco para dez leitos, pretende investir ainda mais na especialidade, com ampliação do Pronto Socorro Pediátrico, que hoje atende 3 mil pacientes por mês. “Na área de emergência, também vamos melhor a estrutura para o atendimento de traumas. Em alta complexidade, estamos nos adequando à demanda crescente por neurologia e geriatria. E, no que diz respeito a novos mercados, queremos incrementar os negócios em turismo de saúde, já que contamos com um serviço estruturado para receber pacientes estrangeiros e fazemos parte de um grupo internacional de hospitais”, conta Leme.

Seguindo os princípios da responsabilidade social corporativa, um dos pilares da boa governança, nas palavras do diretor regional, o Vita manterá seu apoio à Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu), focada na inclusão de deficientes no mercado de trabalho, e no programa que destina recursos para organizações não-governamentais de acordo com o volume de pesquisas de satisfação preenchidas pelos pacientes. “O Vita tem a ética, a qualidade e a sustentabilidade entre seus valores e nosso modelo de gestão sustenta isso”, finaliza Leme.

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