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Gestão participativa

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Por determinação da Lei das Cooperativas (5.764/71) e dos princípios universais do cooperativismo, a Unimed BH já está habituada a realizar assembleias para eleger seus representantes e deliberar sobre assuntos de interesse dos associados.

Visando aumentar a transparência e independência da gestão, a cooperativa também se apoia nos princípios de Governança Corporativa.

O Conselho de Administração, formado por 15 membros, é eleito em assembleia e, depois de formado, nomeia quatro diretores executivos, que exercem mandatos de quatro anos e são orientados a se reeleger apenas uma vez.

Para ajudá-lo, o CA também conta com um conselho técnico que, trabalhando junto a comitês de especialidades, emite pareceres que subsidiam decisões referentes a novos procedimentos e aquisição de tecnologias.

A cooperativa também conta com um conselho fiscal, responsável pela homologação e fiscalização das contas, e tem desenvolvido mecanismos para estimular ainda mais a participação de seus associados, como o Conselho Social. “Nos inspiramos num modelo desenvolvido em Mondragon, na Espanha, e agora contamos com 135 membros, eleitos também por seus pares, que atuam como representantes dos interesses dos associados junto à direção e fazem reuniões para debater temas da cooperativa. É uma amostra representativa, que tanto traz informações do cooperado para o CA, como leva a discussão para a base”, explica o diretor-presidente da Unimed BH, Helton Freitas.

Além disso, a operadora busca mobilizar seus cooperados com a realização de fóruns e eventos como o Unimed 18h30, que reúne de 50 a 60 pessoas para abordar o cotidiano da gestão, e o programa Participação Pontuada, em que os membros mais assíduos nas reuniões, eventos e assembleias acumulam pontos e trocam por pagamento de anuidades em sindicatos e conselhos de classe. “É uma forma de trazer quem não tem a vivência de gestão para dentro da cooperativa e, no caso deste último programa, também interagir e reforçar a relação da Unimed com os representantes da classe médica.”

As ações permeiam também a rede própria, formada pelo Hospital Dia e Maternidade, unidades de pronto-atendimento, centros de promoção da saúde, núcleos de atenção à saúde e serviço de Atenção Pré-Hospitalar. “As unidades de rede própria seguem as diretrizes determinadas pelos conselhos da cooperativa, mas contam com uma estrutura executiva separada, com seu próprio superintendente e corpo diretor e autonomia operacional”, explica Freitas.

Investimentos em rede própria e promoção da saúde

Com base no planejamento estratégico, revalidado anualmente para adequar-se às novas metas e orçamentos, a Unimed BH espera, ainda no primeiro semestre, contar com seu Hospital de Pronto-Socorro, de 250 leitos, funcionando em plena carga e em sinergia com os demais serviços. “Teremos um sistema único, que vai cruzar informações do prontuário eletrônico e de imagem aos dados administrativos de todas as unidades, com foco no compartilhamento de serviços.”  

A cooperativa também manterá o foco nas atividades de promoção da saúde, com programas de gerenciamento de pacientes crônicos, cardiopatas e gestantes de alto risco, estímulo ao parto normal e especialização em puericultura. “Continuaremos nosso esforço nesta inovação no modelo de remuneração que é o pagamento por performance. O objetivo é que, por meio de estudos, possamos remunerar por desfechos, ou seja, medir o quanto de saúde ou não-doença o médico entregou no período e remunerá-lo por seu desempenho, de forma que todos estejam comprometidos com os resultados da cooperativa”, conclui Freitas.

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