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Gestão para a sustentabilidade financeira

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Controle orçamentário rígido, ausência de endividamento, planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo, contabilidade just in time, ausência de endividamento e dimensionamento de pessoal adequado estão entre os fatores que levaram o Hospital Biocor, de Nova Lima (MG), a seguir em frente sem ter seu balanço comprometido por crises financeiras.

“Quando a crise originada nos Estados Unidos se espalhou para o mundo, nossa instituição já havia elaborado planos de contigência, através de reavaliação de orçamentos e fluxos financeiros, visando manter os níveis de investimento dentro de padrões necessários para a manutenção da boa qualidade da assistência prestada”, conta o diretor corporativo, Mario Vrandecic.

Com a uma retomada nos níveis de emprego e da economia no segundo semestre deste ano, foi possível até mesmo a aumentar a receita, em comparação a 2008. “Utilizamos ferramentas modernas de gestão para ter sustentabilidade e neutralizar efeitos adversos de crises e, com o aumento de clientes nos planos de saúde, houve até mesmo um incremento no volume de atividades do hospital”, revela.

Embora goze de situação financeira relativamente confortável, sem dívidas e operando no azul, o Biocor não descuida do controle de custos e desenvolvimento de processos integrados. “No setor em que nos inserimos, a remuneração da atividade é muito baixa, com margens até mesmo negativas em certas práticas. Não há espaço para riscos financeiros, o que obriga a prudência no uso de recursos. Por isso, construímos protocolos que representam as melhores práticas, acompanhamos e monitoramos as ações com base em indicadores e metas, incentivamos a educação continuada e mantemos investimentos contínuos em tecnologia, como forma de identificar, gerir e reduzir os riscos adequadamente.”

Para reduzir os desperdícios, o hospital aposta em um sistema integrado de gestão, que fornece indicadores de desempenho operacional e financeiro em tempo real, e no uso do Balance Scorecard, que possibilita a leitura sistêmica do planejamento estratégico e de seu desempenho efetivo.

Qualidade mantida

A grande maioria das ações está relacionada ao desempenho financeiro, mas a qualidade assistencial está também muito presente no dia-a-dia dos diretores, corpo clínico e quadro de funcionários. O Biocor monitora a satisfação de pacientes, clientes internos e planos de saúde da admissão ao pós-alta, em um programa de seis pequisas, que, entre outros índices, mede a verificação do entendimento da Missão, Visão, Política do Sistema de Gestão, Política de Segurança e dos Princípios e Valores, Satisfação do Cliente e o Clima Organizacional.

Além disso, periodicamente são promovidos eventos com médicos, operadoras e colaboradores para debater melhorias e, nas palavras do diretor corporativo, “exercitar a visão de futuro.”

 Acreditado com o nível de excelência pela ONA, certificado pela ISO e OHSAS, o hospital buscou um novo selo de qualidade para aprimorar seus processos administrativos e assistenciais, a National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations (NIAHO). “O certificado internacional teve o objetivo de nos ajudar a crescer cada vez mais na melhoria dos serviços prestados aos pacientes, na busca de novos conhecimentos para este fim. Também será uma ferramenta importante para que a instituição esteja apta e preparada para atender e atuar em novos mercados.”

Para 2010, o hospital estuda uma expansão da área física, aquisição de novos equipamentos e aprimoramento do BSC.

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