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Quais os desafios de engajamento em programas de saúde populacional?

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No cenário da saúde no Brasil, considerando a qualidade da saúde pública e a preocupação com doenças da vida moderna (como estresse e doenças crônicas), o brasileiro é obrigado a confiar cada vez mais nos planos de saúde empresariais.

Hoje as empresas, em média, dedicam aproximadamente 30% de suas folhas de pagamento à saúde. De todo esse valor, 70% recaem sobre o uso recorrente dos funcionários  no combate de doenças crônicas utilizando os planos de saúde.

O que pode ser melhorado quando pensamos em soluções de Gestão de Saúde Populacional?

Para falar sobre o tema, conversamos com Nicolas Toth Júnior, Diretor Geral da Healthways Brasil e América Latina.

A Healthways é a maior empresa independente em desenvolvimento e implantação de programas e bem-estar. Em 2015 anunciou com a Sulamérica uma joint venture com investimento de R$ 250 milhões de reais, acordados em 5 anos. A respeito dessa parceria, Toth reitera:

“A joint venture veio da necessidade de ancorar o negócio. O componente Sulamérica é importante pois gera muito mais conhecimento, sinergia e alavancagem para que a Healthways possa melhorar sua atuação no mercado como um todo.”

Nessa parábola de crescimento, a Sharecare optou por expandir seus negócios com a aquisição da Healthways. Essa aquisição abrange o fornecimento dos protocolos clínicos cientificamente validados da Healthways através da plataforma comprovada de engajamento da Sharecare, que permite que os clientes sejam capazes de cumprir suas metas de dimensionamento das iniciativas de saúde e bem-estar em suas organizações.

Segundo Toith, a respeito da Gestão de Saúde Populacional é necessário investimento em integrações e interatividade com o membro final. O mercado da saúde como um todo vive um momento onde se foi acumulando determinadas práticas  ao longo do tempo, e essas práticas levaram a diferentes consequências, e o que estamos vivendo é um esgotamento de um sistema, que era o melhor que se podia fazer em um algum momento.

Na ótica do paciente é imprescindível que ele passe a ter um empoderamento maior da sua saúde, acompanhado de mais informações e conhecimento.

Com relação à ótica do mercado, é necessário trabalhar dentro do sistema para fazer com que os pacientes tenham a melhor intervenção, na melhor hora ao custo e uma resolutividade mais efetiva.

Ao ser questionado sobre os desafios de engajamento em programas de saúde populacional, Toth explica que por muito tempo o mercado deu incentivos de modo geral, monetários. O grande problema desse tipo de ação é quando você dá X, as pessoas podem até ser motivar até o segundo ano, só que no terceiro ano isso vai se tornar uma obrigação, que pode desencadear uma desmotivação. Dessa maneira, temos um sistema de quanto mais você dá, mais as pessoas vão esperar. Sendo assim, o incentivo deve ser maior, e esse estímulo deve funcionar em todas as áreas.

A Healthways busca trabalhar com o inconsciente, ou seja, gerar gatilhos na mente humana visando uma mudança de comportamento dentro de uma abordagem diferenciada.

Toth esclarece que quando se faz Gestão de Saúde, a liderança deve fazer aquilo que prega, e deve também tratar a gestão de saúde como algo estratégico, reconhecer que o engajamento é algo a ser construído em diferentes vertentes.

“A grande mudança de engajamento é quando você entra na vida da pessoa, e a pessoa não precisa mudar a vida para entrar no programa”.

Sobre a relação entre a mudança de comportamento e as recompensas dadas aos pacientes, Toth enfatiza que a grande recompensa da mudança de comportamento é o resultado que a pessoa tem a partir da própria mudança de comportamento. Por isso a mudança quando ocorre é difícil, pois se refere a um momento de conhecimento, maturidade e grau de preparo.

A mudança de comportamento gera resultados reais, ao mudar a vida das pessoas, gera menos custos.

A Gestão de Saúde Populacional abrange a compreensão do indivíduo dentro do sistema de saúde, coordenação de cuidados pró-ativa e melhorias na área tecnológica. Integração com todos os provedores – relacionar esse mundo para trazer essa realidade cada vez mais próxima para que empregador/empresa/público tenham essa aderência a oferta de valor.

Não existe um único programa baseado em economia comportamental, e sim uma combinação de fatores, um conjunto que adota uma visão holística.

Sobre Value-Based Heath Care, Toth finaliza:

“Um dos pilares para a mudança na saúde, para que possamos sair do grau de ineficiência que temos para cada elo da cadeia gerar mais Valor, com intervenções cada vez melhores, com custo efetivo”.

Uma das tônicas mais fortes do mercado da saúde, tem que ter uma combinação que gere VALOR dentro do sistema.

       
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