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Gestão da saúde precisa sair da UTI

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As redes de saúde, como hospitais, clínicas, planos, entre outros tipos de empresas, têm de elevar os níveis de gestão para manterem-se competitivas no mercado. Assim como outros setores da economia se modernizaram e investiram em profissionalização, como indústrias, bancos e financeiras, a área de saúde tem de atentar a questões como evitar prejuízos e reduzir custos. Embora pareça redundância tratar estes pontos, é urgente ao setor encarar o desafio de melhorar o desempenho corporativo. Assim, a troca do paradigma de governança deve estar na pauta dos gestores das redes de saúde.

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Ao acompanhar os executivos do setor saúde, nota-se que não há controle adequado, sobretudo em empresas privadas. Exemplos são encontrados em todos os processos, até na gestão dos insumos e medicamentos. A maioria das redes não consegue saber se há retorno de medicamentos que saem do estoque e que, por algum motivo, não são utilizados. É fácil encontrar empresas que não sabem se o próprio almoxarifado é “blindado” contra fraudes. Na tentativa de controlar estas operações, geralmente os gestores investem na compra de ferramentas como softwares, hardwares e links e na contratação de profissionais de customização de programas, formando uma rede com quatro ou cinco fornecedores para atender uma necessidade, enquanto o mercado dispõe de opções na qual apenas um fornecedor assume toda a operação.

Para evitar perdas e gerar ganhos em escala, desempenho e qualidade, as redes atentas à evolução da gestão optam por contratar operadoras de BPO (Business Process Outsourcing), ou terceirização dos processos de negócio. Por meio delas, as redes encontram parceiros que assumem operações que não fazem parte dos seus core business, envolvendo análise e redesenho dos processos. Isso com modernização da gestão das informações por meio de guarda, organização, BackOffice, digitalização e gestão de documentos e prontuários, auditoria dos processos, processamento de contas, gestão da cadeia logística para gestão materiais, insumos e medicamentos em plataformas integradas de serviços, infra-estrutura e softwares.

Ao mercado, está claro que as empresas que vão girar a chave da eficiência nos próximos anos serão aquelas que passam a operar e comprar na forma de BPO. Aqui, há a vantagem da opção de contrato por SLA (acordo de nível de serviço), no qual se paga pelo que consome e se condiciona a remuneração do fornecedor de BPO à sua eficiência. Assim, os custos fixos se transformam em benefícios variáveis, com redução de custo e gestão inteligente de compras. Ao terceirizar alguns serviços, os hospitais podem até liberar espaços para novos leitos e gerar faturamento ao invés de custos.

Sobre os custos das empresas de saúde, vale lembrar que, além de altos, alguns deles são ocultos, ou não percebidos, como impressões, gestão informacional e da estrutura de armazenamento, onde são alocados recursos humanos e financeiros. Os gestores, tradicionalmente profissionais especializados nas áreas-fim do mercado de saúde, não enxergam estes custos devido a uma tendência de o foco de suas gestões se manter sobre os detalhes das operações do core business, sem passar pelo BackOffice. E é por meio da gestão inteligente dos processos que estas empresas poderão se tornar mais eficientes e, com isso, mais competitivas nos seus mercados.

 

*Gilson Cavalcanti é diretor regional de negócios da TCI BPO.

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

 

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