HIS17 É hora de mudar a saúde! Faça como seus colegas, participe do HIS. Quero participar da mudança

Geração digital na Saúde: 4 passos para atrair esses profissionais

Até 2020, mais de 50% da força de trabalho será formada por millennials, como mostra pesquisa feita pela Universidade de Oxford. Somado a isso, a perspectiva é que, em 2035, faltem 12,9 milhões de trabalhadores na área da Saúde. Esses aspectos jogam luz à importância de as organizações do setor elaborarem, desde já, uma estratégia de recursos humanos que torne a indústria atraente para a geração digital. Isso porque, esses jovens, nascidos a partir de 1982, possuem expectativas diferentes dos profissionais mais velhos: exigem maior diversidade de desafios com retornos variados, bem distintos da estabilidade e plano de carreira que seus pais esperavam.

Como reflexo da tecnologia, estão habituados a ter uma vida mais globalizada, mantendo relações sociais e profissionais no mundo todo com a ajuda das redes sociais e dispositivos móveis. A colaboração é uma das palavras-chave no ambiente de trabalho desejado por esses profissionais, no qual a criação e produção de um projeto acontecem de forma integrada, com várias ferramentas de comunicação, em um ambiente extremamente dinâmico. De acordo com a pesquisa “Future of Work”, realizada pela ADP, companhia global de soluções de gestão do capital humano, os millennials acreditam que a liberdade dada pelas empresas ainda não é suficiente, e que ainda é preciso muita adaptação nessa relação. Para isso, a área de recursos humanos deve adotar soluções e softwares que ajudem a tornar o trabalho mais conectado, colocando-o à disposição dos gestores e dos funcionários.

“Esses jovens, muito mais do que assumir cargos altos, querem ter a liberdade de criar e de participar de projetos e decisões de negócios”, diz Melina Graf, gerente de relacionamento da Produtive, consultoria de planejamento e transição de carreira, ressaltando que isso não é diferente na área da Saúde. Esse aspecto, explica Melina, vale tanto para a área operacional, quanto para a assistencial. Se de um lado, profissionais da área financeira podem participar de decisões estratégicas de compra; de outro, médicos e enfermeiros podem, por exemplo, sugerir a adoção de um sistema para a triagem de pacientes ou inovações para os tratamentos.

Mas, segundo ela, na área da Saúde, um mercado mais tradicional, o primeiro passo é mudar a mentalidade, quebrando paradigmas de gestão. “É essencial entender que a geração digital não se comporta da mesma forma que as mais antigas; busca um trabalho que envolva questões motivacionais e, no caso da área administrativa, jornada mais flexível. Para eles, o que importa é a qualidade do serviço prestado, não o número de horas que passam no trabalho”, ressalta. A seguir, Melina mostra três processos de RH que devem ser revistos:

Treinamento
A geração digital é ágil para trabalhar e, por isso, precisa de processos rápidos de treinamento. “Colocá-la em uma sala durante uma hora, sem nenhuma interação, para passar conhecimento, significa perder tempo e dinheiro”, diz Melina. Segundo ela, as ações de capacitação devem ser redesenhadas para esse público, com cursos mais rápidos e diretos. A recomendação é o uso da tecnologia, tanto para treinamentos à distância, nos quais o profissional pode participar onde e quando quiser; quanto para os presenciais, com uso de recursos digitais e interação. Muita companhias já usam games para treinamentos.

Reconhecimento
Um dos principais aspectos motivacionais dessa geração é o reconhecimento. É essencial, ao estabelecer metas na empresa, estipular programas de incentivo, como uma bonificação salarial, um dia off ou premiações. Além disso, elogie quando melhorias forem feitas no processo assistencial ou administrativo, e soluções inovadoras de tratamento surgirem.

Avaliação
Quem gerencia esses jovens deve estar aberto a ouvir, e não apenas a dar feedbacks. Estipular um programa completo de avaliação é essencial para mantê-los motivados e mais produtivos. O ideal é contar com uma avaliação 360°, processo em que os participantes (avaliados) recebem feedback estruturado de seu superior, pares e subordinados, fazendo também uma autoavaliação. Dessa forma, eles podem, além de serem avaliados, avaliar o seu gestor.

Ambiente
O clima organizacional é outro ponto crucial. “Crie um espaço em que o profissional consiga se desenvolver, mostrar sua identidade e com comunicação aberta”, afirma Melina. Além disso, estimule a convivência de todas as áreas e dê a possibilidade de troca de setores, algo valorizado pelos jovens. Melina ressalta que a mudança de áreas e a participação em projetos diferentes é um aspecto importante para essa geração, a chamada carreira em nuvem. Por exemplo, dê a oportunidade de médicos ou enfermeiros do setor de oncologia participarem de projetos na área de nutrição. Isso, além de aprimorar as competências profissionais, promove a troca de conhecimento criação de projetos.

O primeiro passo para atrair a geração digital já está sendo dado com o redesenho da gestão hospitalar na maior parte dos hospitais, com a adoção de ferramentas como Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), checagem beira leito e tecnologia in-memory, que  automatizam o trabalho e garantem uma assistência mais segura e completa.

 

       

Deixe uma resposta