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Genzyme eleva investimento em pesquisa clínica na AL

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A quarta maior indústria de biotecnologia do mundo, a norte-americana Genzyme Corporation, amplia seus investimentos em pesquisas clínicas na América Latina e o Brasil, base do comando das operações do laboratório na região e seu quarto mais importante mercado em faturamento no âmbito mundial, será beneficiado com essa expansão. Entre este ano e 2008, onze estudos estarão em curso ante dois realizados no ano passado, o que representa um crescimento de 493% no volume de investimento, mantido em sigilo pela empresa. 
O gerente-geral da Genzyme do Brasil, Devaney Baccarin, disse que a companhia contratou 16 especialistas e criou entre 2006 e este ano uma estrutura específica no País e bases de apoio na América Latina para dar suporte a esses estudos clínicos. Além do Brasil, ela tem subsidiárias no México e na Argentina. Paulo Braga, vice-presidente de desenvolvimento clínico e assuntos médicos para a América Latina da Genzyme Corporation, informou que, além do aumento da participação da região no desenvolvimento clínico dos produtos, etapas mais complexas também estão sendo realizadas na América Latina que, geralmente, está pouco presente nas fases iniciais das pesquisas.
“Temos um estudo aqui misto de fase 1 e 2, mas a totalidade é de 2”, disse Braga. O mais comum é que as farmacêuticas incluam os países latino-americanos na etapa 3 de pesquisa clínica, que envolve um número maior de pacientes. “Os primeiros estágios exigem um número grande de exames e requerem um perfil de profissional mais especializado”, afirmou Braga. Normalmente, a fase 1 é de testes em pessoas saudáveis e a 2, de estudos com pacientes, mas em volume reduzido. Todas as fases servem para testar a eficácia e segurança de medicamentos.
A Genzyme mantém hoje pesquisas em curso no Brasil, Argentina e México e pretende incluir Colômbia e Chile em 2008. São nove em andamento na região. O interesse pela região e, em especial, pelo Brasil se justifica pelo nível de excelência de cientistas e centros de pesquisas instalados aqui, além da densidade demográfica e heterogeneidade da população. 
Com um maior volume de pesquisas na América Latina, a biofarmacêutica decidiu investir no próximo ano na região em um centro de armazenagem e distribuição das terapias utilizadas nesses estudos. O centro, que receberá os produtos à granel das fábricas norte-americanas da Genzyme, também funcionará como uma mini-fábrica, já que vai embalar os medicamentos para posterior distribuição. Brasil, Argentina e México disputam o investimento, ainda em levantamento, mas o País é um forte candidato, conforme Braga.
Para 2007, Baccarin estima alta de dois dígitos no faturamento no Brasil, que somou US$ 126,9 milhões em 2006. “Estamos entre as 15 maiores farmacêuticas.” Na região, foram cerca de US$ 200 milhões. A área de reposição de enzimas puxa os resultados, como o Cerezyme, o carro-chefe, que já faturou este ano US$ 98 milhões.
*Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 5)

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