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Fundação Cesp lança projeto de valorização da rede credenciada

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O aumento de custos e da taxa de sinistralidade das operadoras de saúde faz com que busquem o equilíbrio das contas, fundamental para sua sobrevivência. A Fundação Cesp, entidade fechada de previdência complementar administradora de planos de previdência e de saúde para os empregados das maiores empresas do setor de energia elétrica do Estado de São Paulo, está implantando o Projeto Valorização da Rede Credenciada. O objetivo é baixar custos, melhorar a qualidade do atendimento e remunerar melhor os médicos e prestadores de serviços. A equação não parece fácil, mas para o diretor de saúde da Fundação, Cláudio da Rocha Miranda, isso é possível com a readequação da rede de prestadores às reais necessidades de seus usuários.
Para isso a Fundação Cesp iniciou uma pesquisa por região, para obter uma mapa de atendimentos e de especialidades de todo o Estado, comparando com os médicos credenciados e o perfil do atendimento. O projeto teve inicio em junho de 2004 e está previsto que esteja concluído no último trimestre de 2005. “É importante enfatizar, que trata-se de um “processo” muito mais que um projeto. Assim sendo ele termina e recomeça”, afirma Miranda.
A rede da Fundação Cesp conta com mais de 10 mil prestadores de serviços. ?Esse número, no entanto, não vinha garantindo a qualidade do serviço. Como o volume de atendimento para cada profissional acabava sendo pequeno, alguns deles não tinham o interesse em priorizar os usuários dos planos de saúde. A idéia do projeto é mudar essa situação”, diz o executivo.
Uma das iniciativas foi melhorar o pagamento do médico, sem impactar na sinistralidade. ?Queríamos melhorar a qualidade, melhor resolutividade para o paciente, mas sem uma rede imensa e mal dimensionada?, explica.
Para isso a fundação começou a distribuir melhor as especialistas médicos para que o usuário encontre o que precisa em todas as regiões. A meta é um maior equilíbrio na oferta de serviços, principalmente nas especialidades básicas como clínica geral, ortopedia, pediatria, ginecologia e obstetrícia. “Assim, evitamos que haja, por exemplo, em determinada região, maior oferta de ginecologistas e escassez de clínica geral?, afirma. O diretor explica que ao longo do tempo a rede foi crescendo de forma desordenada sem respeitar as necessidades médicas de cada região.
O projeto está mapeando as regiões e especialidades, mantendo médicos parceiros e realocando outros para especialidades com maior demanda. Segundo o executivo, 50% do volume de consultas são voltadas para especialidades básicas, como clínica geral, ortopedia e pediatria, demandando mais médicos para elas ao invés de outras de alta complexidade com pouca demanda. O estudo das regiões contemplou a população, especialidades com maior demanda e o dimensionamento da rede para estas especialidades, o número de atendimentos diários e o perfil do usuário da região. A valorização da rede contemplou também um canal de relacionamento mais estreito com o médico, criando mecanismos de financiamento, por exemplo, para ajudar os parceiros. “Nossa idéia é, além de remunerar melhor o profissional médico por seus serviços, também ouví-lo em suas reinvidicações especialmente aquelas que melhorem o atendimento aos nossos usuários, além de incentivarmos e até contribuirmos financeiramente com parte da inscrição em congressos e cursos sobre que visem o melhor desempenho da sua especialidade”, afirma Miranda.
A rede conta com 10,5 mil credenciados, sendo 7 mil médicos. O estudo dividiu o Estado de São Paulo em 24 regiões e cinco subregiões que estão sendo estudadas para os levantamentos da rede. “Em 12 meses de implantação a meta da redução de custos é de 25%?, destaca o executivo. O processo está em andamento e envolve o levantamento da rede credenciada, uma pesquisa numérica e também entrevistas com representantes dos sindicatos dos empregados, recursos humanos e usuários. “A idéia não é necessariamente, diminuir a rede, mas readequá-la. Isso significa descredenciar algumas especialidades em algumas regiões que têm excesso e credenciar outras”, informa Miranda.
A Fundação Cesp conta com 140 mil usuários, é uma entidade fechada de previdência complementar que há 34 anos administra planos de previdência e de saúde para os empregados das maiores empresas do setor de energia elétrica do Estado de São Paulo. A Fundação administra planos para 13 empresas, tem 41 mil participantes em planos previdenciários e 130 mil em planos de saúde e um patrimônio da ordem de quase R$ 14 bilhões. Desse patrimônio, a instituição investe R$ 8,5 bilhões, especialmente em renda fixa. No ranking do setor, a Funcesp é líder estadual. No País, ocupa a quarta posição (os maiores são Previ, Petros, Funcef) e a primeira posição entre os fundos patrocinados por empresas privadas.

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