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Funcionários do Estado envolvidos no caso Oncofarma

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A suspeita de que um funcionário do Estado com acesso a informações privilegiadas estaria envolvido nos roubos de medicamentos nos hospitais e postos de saúde fez com que a corregedoria da Secretaria de Estado da Saúde (SP) participasse, em conjunto com a polícia civil, das investigações do caso Oncofarma. A ação possibilitou a corregedoria identificar alguns lotes que haviam sido roubados da unidade Vila Mariana – capital paulista -, no último 25 de março. “O rastreamento do medicamento nos levou até o estado de Minas Gerais, onde encontramos os remédios vinculados à venda por parte da distribuidora Oncofarma”, afirma o corregedor da Secretaria de Saúde, Alexandre Zakir.
Outra ação conjunta entre as entidades, auditada com fiscais da vigilância sanitária na terça-feira (18), permitiu a identificação da venda de outra caixa furtada do medicamento Mabthera, desta vez a caminho de um hospital da Unimed. “Nesse caso a entrega do medicamento só não foi feita porque conseguimos interceptar a ação por meio do rastreamento. Com isso, conseguimos anunciar a prisão em flagrante”.
Zakir ressalta que outros lotes estão sendo rastreados e que a investigação não tem previsão de término. A distribuidora Oncofarma não é autorizada a vender o medicamento e, segundo o corregedor, consegue ter acesso ao produto por meio de intermediários colocando o remédio furtado novamente no mercado.
O próximo passo da corregedoria é fiscalizar o conhecimento dos hospitais que compravam esses medicamentos. “O mínimo que as unidades de saúde precisam saber é da obrigação de conhecer de quem estão comprando e o que estão comprando”, comenta Zakir.
Até o momento, já foram presos funcionários terceirizados que prestavam serviço no Hospital Mário Covas, em Santo André. De acordo com o corregedor, foram vinculados os intermediários do roubo da unidade hospitalar do Grande ABC e da Vila Mariana, fato que comprova a existência de uma quadrilha organizada.
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