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França e Estados Unidos apóiam pesquisa em saúde no Brasil

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Os acordos internacionais têm movimentado o mercado de saúde. O governo acaba de anunciar dois projetos que envolvem parcerias com os Estados Unidos e com a França. Um deles, desenvolvida no Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como foco a melhoria da qualidade das vacinas contra febre amarela, raiva e hepatite A. A iniciativa vai receber investimentos de US$ 7,5 milhões ? o equivalente a R$ 21 milhões ? do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, segundo informações da Agência Brasil. Os recursos serão destinados à compra de equipamentos para a execução automatizada de métodos de diagnóstico. O trabalho será implementado em parceria com a Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (EUA) e com o Instituto de Informação e Pesquisa de Cingapura.
De acordo com o coordenador do projeto, Ernesto Marques Júnior, é preciso aprimorar as vacinas por causa dos efeitos colaterais que elas costumam provocar nas pessoas imunizadas, como febre, dor-de-cabeça, encefalite e fraqueza. Segundo ele, a idéia é utilizar técnicas avançadas de bioinformática, imunologia e biologia molecular para armazenar apenas porções de defesa do vírus, ao invés de usar toda a composição dele.
Os pesquisadores também irão estudar antídotos para o hantavírus e o arenavírus, ambos transmitidos por ratos. Embora ainda não tenham sido identificados casos dessas doenças em Pernambuco, há registros em São Paulo, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais. A hantavirose causa insuficiência respiratória aguda e choque circulatório e a arenavirose provoca febre hemorrágica. Esse é o segundo projeto financiado com recursos do instituto norte-americano. O primeiro está desenvolvendo pesquisas com a vacina contra a dengue.
Já o Governo francês irá definir as linhas gerais, em conjunto com autoridades brasileiras, dos acordos bilaterais na área de gestão hospitalar e pesquisa científica. De acordo com a assessoria do ministro francês ? Philipe Douste-Blazy, que encontrou-se ontem (06/10) com o presidente Lula ? um dos acordos resultará em uma cooperação cujo principal objetivo é reativar a pesquisa e a produção de anti-retrovirais no Brasil.
No início deste ano, estudo publicado por uma agência francesa de pesquisa em Aids, a ANRS, aconselhou o governo brasileiro a aumentar o investimento na pesquisa do princípio ativo dos anti-retrovirais, remédios usados no controle do vírus HIV. Caso contrário, o país correria o risco de, nos próximos anos, enfrentar dificuldades para importar essa matéria-prima de países como Índia e China (leia matéria anterior).

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