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Fleury e Unimeds teriam comprado medicamento roubado

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A investigação do caso Oncofarma, feita pela corregedoria da Secretaria Estadual da Saúde, identificou e apreendeu mais de 200 notas fiscais de compra ilegal do medicamento Mabthera em 22 unidades particulares de saúde. Entre elas, o laboratório Fleury e as cooperativas Unimed do Rio Grande do Sul, de Curitiba e de Uberaba teriam feito negócios com distribuidoras clandestinas.
A polícia e a Vigilância Sanitária de São Paulo também participaram da fiscalização, com início sexta-feira (18), e constataram que o Hospital São Domingos (MA) chegou a pagar R$ 4,9 mil por uma caixa do medicamento, enquanto o setor da saúde de São Paulo paga R$ 6 mil pelo mesmo remédio.
Diante da acusação, o Fleury diz ser vítima e estar indignado com a situação. “A aquisição do lote do medicamento Mabthera feita pelo Fleury seguiu todos os trâmites legais observados pela empresa em processos de compra de medicamentos”, afirma a assessoria do laboratório por meio de um comunicado oficial. Além disso, nos últimos 2 anos, o Fleury Hospital-Dia realizou 48 processos de compra do mesmo medicamento de cinco diferentes fornecedores, de acordo com preços médios de mercado, sendo que as variações de preço não ultrapassaram 10% ao longo do período. “A última compra efetuada da distribuidora sob investigação ocorreu em 6 de julho deste ano”, comunica.
O Hospital São Domingos informou que seu fornecedor de Mabthera é a empresa Garden Farma, de São Paulo, desde 2007. “A documentação apresentada pela distribuidora sempre foi aparentemente revestida de legalidade, não havendo nenhum indício de ser irregular. A nota fiscal e o valor compatível com preço de mercado nos pareceu ser uma venda e compra idônea”, informa a assessoria do hospital.
Já a Unimed Curitiba informou que o seu processo de compra, incluindo aquisição de materiais e medicamentos, exige a comprovação de regularidade dos fornecedores perante os órgãos da administração pública. “Não adquirimos produtos de fornecedores que não estejam regularmente habilitados pelos órgãos competentes para tal”, ressalta, por meio de um comunicado oficial. A Unimed Curitiba também enfatiza que a aquisição de quaisquer medicamentos obedece o valor de mercado, e que está procedendo levantamentos acerca dos acontecimentos noticiados.
As demais cooperativas médicas irão se pronunciar até o final do dia.
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