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Fiocruz produzirá teste rápido para evitar transmissão de HIV

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A Fiocruz, por intermédio de Bio-Manguinhos, assinou ontem, em Brasília, acordo de transferência de tecnologia com a empresa americana Chembio, dando o primeiro passo para a nacionalização do teste rápido para diagnóstico do vírus HIV tipos 1 e 2, causadores da Aids. A previsão é de que em três anos, os custos na compra do kit caiam pela metade, gerando uma economia de cerca de US$ 500 mil para o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PNDST/Aids). O programa efetua aproximadamente 300 mil exames desse gênero a cada ano e todos os kits são importados, a um custo próximo de U$ 1 milhão, informa a assessoria de imprensa da Fiocruz. O teste rápido é fundamental em diagnósticos prematuros, como em grávidas que não fizeram pré-natal ou em recém-nascidos, permitindo assim que medidas profiláticas sejam tomadas para evitar a infecção de bebês na chamada transmissão vertical, de mãe para filho.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2000, 147.927 crianças nasceram sem que suas mães fizessem exames pré-natais. Em 2003, a transmissão perinatal respondeu por 82,3% dos casos de infecção por HIV em crianças menores de 13 anos no Brasil.
A expectativa da diretoria do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz, unidade responsável pela fabricação dos kits, é que a produção comece em dois meses e seja capaz de atender à demanda do Ministério da Saúde já no primeiro ano. Na fase inicial, a Fiocruz comprará os insumos da Chembio e finalizará a produção no Brasil, reduzindo o preço em mais de 20%. A partir do terceiro ano a produção será totalmente nacionalizada, gerando uma economia de 50%.
A parceria também será estendida ao diagnóstico de outras doenças. Com o acordo, Bio-Manguinhos será capaz de adaptar a tecnologia do teste rápido anti-HIV para desenvolver, em curto prazo, exames similares para diagnosticar enfermidades importantes como dengue, leptospirose e leishmaniose.

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