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Fiocruz pesquisa diagnóstico salivar para leishmaniose

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Até saber se está com leishmaniose, enfermidade causada pelo protozoário e Leishmania braziliensis, o paciente passa por procedimentos diagnósticos invasivos, incômodos para o doente e complexos para os profissionais de saúde. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) e da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) estão desenvolvendo um método alternativo que detecta a presença de anticorpos anti-Leishmania na saliva. O procedimento, mais simples, rápido e menos desconfortável, poderá substituir o exame de sangue, usado como complemento à biópsia na identificação da doença, informa a assessoria de imprensa da Fiocruz.
Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Eliame Mouta, a eficiência da nova metodologia se mostrou semelhante à do teste sorológico, apesar da concentração de anticorpos na saliva ser menor que no sangue. Os resultados, obtidos ainda na etapa inicial da pesquisa, se basearam na análise de 60 amostras de 20 pacientes diagnosticados e tratados no Ipec.
De acordo com a pesquisadora, embora seja inédito no diagnóstico da leishmaniose, o teste de saliva é utilizado em outras enfermidades. Ele diminui o grau de invasão ao paciente além de exigir profissionais menos especializados na coleta de material. Sua praticidade poderá facilitar a realização de pesquisas epidemiológicas, onde é necessário efetuar uma grande quantidade de testes.
“Nesse primeiro momento, provamos que a metodologia funciona. Agora, vamos avaliar uma quantidade maior de amostras e verificar se a eficiência se mantém”, explica Eliame. Outra questão a resolver nessa segunda fase do desenvolvimento do exame é a adaptação do coletor de saliva. O equipamento usado atualmente é importado, o que encareceria sua implantação em larga escala. Os pesquisadores trabalham agora na criação de um modelo nacional mais barato. “Com um coletor mais barato e mantendo a eficiência já alcançada, o exame salivar poderá despertar o interesse do Ministério da Saúde”, avalia Eliame.

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