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Fiocruz firma parceria com a Glaxo

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A única vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que ainda era importada pelo Ministério da Saúde (MS), a tríplice viral, passará a ser produzida pela Fiocruz a partir de 2004. Um acordo firmado ontem com o laboratório Glaxo Smith Kline (GSK) garante cinco anos de transferência de tecnologia, em que profissionais da Fiocruz aprenderão a técnica adequada para a produção do imunizante. O Brasil vai economizar US$ 15 milhões nos próximos cinco anos com a nacionalização da produção da vacina, utilizada contra sarampo, rubéola e caxumba. A previsão é de que 20 milhões de doses deverão ser fabricadas em 2004, alcançando a marca de 110 milhões durante os cinco anos de vigência do contrato. O acordo foi assinado pelo presidente mundial da GSK, Jean Stéphenne, pelo secretário Nacional de Vigilância em Saúde do MS, Jarbas Barbosa, e pelo presidente da Fiocruz, Paulo Buss. A cerimônia ocorreu no terreno – em obras – do futuro Centro de Produção de Antígenos Virais, no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
A transferência de tecnologia será gerenciada por um Comitê Consultivo composto de representantes da GlaxoSmithKline Biologicals e do Instituto de Bio-Manguinhos. Este acordo amplia um relacionamento já existente e que teve início em 1998 quando a SmithKline Beecham e a Fiocruz assinaram um acordo para a produção e comercialização da vacina contra Bacilo de Influenza Hemófilos tipo B (Hib), que causa meningite.
Além dos 20 milhões de doses da tríplice viral fruto do acordo, o Centro de Produção de Antígenos Virais de Bio-Manguinhos fabricará no próximo ano cinco milhões de doses da vacina dupla viral, contra sarampo e rubéola. Nos laboratórios da Fiocruz estão sendo pesquisadas sete outras vacinas, contra malária, esquistossomose, dengue, leptospirose, leishmaniose, hepatite C e tuberculose.
O Centro integra o Complexo Tecnológico de Vacinas de Bio-Manguinhos, que é o maior produtor de imunizantes da América Latina e um dos maiores do mundo, com capacidade de preparação de cerca de 200 milhões de doses anuais. Em 2004/2005, a Fiocruz, em parceria com o Instituto Butantan, começará a produzir a vacina Penta Brasil, uma associação das vacinas DTP, HiB e da hepatite B.

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