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Fiocruz de Recife pesquisa vacina contra o vírus da dengue

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O Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco, está iniciando a coleta de amostras de sangue para a realização do estudo imunológico e molecular da dengue no Recife. O sucesso da pesquisa, que está sendo realizada desde maio de 2003, depende da cooperação da população para alcançar seu maior objetivo: o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da dengue, informa a assessoria de imprensa da Fiocruz. As amostras estão sendo colhidas nos hospitais Oswaldo Cruz (HUOC), Santa Joana e Esperança. Nestas unidades, o paciente com suspeita de dengue é encaminhado a um dos integrantes da equipe que está realizando a pesquisa. Em seguida, ele recebe informações sobre o projeto e é convidado a participar. Se aceitar, autoriza o profissional à colher seu sangue e responde a um questionário sobre a doença. Entre as perguntas estão se ele já contraiu a doença anteriormente e se algum familiar já teve dengue.
A amostra de sangue do paciente é encaminhada para análise nos laboratórios do CPqAM onde é realizado o diagnóstico molecular da dengue. O resultado é divulgado em 48 horas. Quando positivo, o tipo viral também é informado. No Brasil, já foram identificados casos de dengue tipo 1, 2 e 3.
Ao aceitar participar da pesquisa, o paciente deve voltar ao hospital dois, quatro e 14 dias depois da coleta da primeira amostra. A coleta de amostras seriadas é adotada para que ele receba o acompanhamento adequado. “Isso é necessário porque, quando coletamos o sangue com dois e quatro dias, podemos verificar a evolução do quadro do paciente e confirmar se a dengue é clássica e se pode progredir para uma forma mais grave”, explica a coordenadora do projeto e biologista molecular do CPqAM, Norma Lucena.
Ela conta que, com 14 dias, fecha o diagnóstico do paciente verificando se organismo produziu anticorpos contra o vírus. Dessa forma, é possível identificar marcadores moleculares que caracterizam a gravidade da doença. “Se tivermos amostras seriadas, podemos comparar os marcadores de pacientes que conseguem ter uma recuperação mais rápida da doença com os que desenvolvem suas formas mais severas”, complementa a pesquisadora, dizendo ainda que a maior dificuldade é a doação de amostras seriadas. Ela diz ainda que este tipo de informação é fundamental para o conhecimento da dengue e para o desenvolvimento da vacina.

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