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Faculdade de Saúde Pública divulga estudo sobre fatores de risco de câncer em São Paulo

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Junto com o envelhecimento crescente da população de São Paulo, aumentam os registros de câncer. Traçar um perfil da doença e sua evolução entre 1997 e 1999 foi o objetivo do estudo ?Aspectos epidemiológicos do câncer no Município de São Paulo: fatores de risco?, feito por médicos do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), informa a Agência Fapesp. ?O aumento do número de casos se deve ao fato de a população estar se tornando mais velha, expondo-se mais aos fatores de risco. Em 1980, 6,3% da população tinha mais de 60 anos. Em 1999, essa parcela pulou para 9,3%?, disse o coordenador do Registro de Câncer de São Paulo, Antonio Pedro Mirra, à Agência FAPESP.
Segundo os dados tabulados pelo Registro de Câncer de São Paulo, nos três anos do estudo a incidência da doença na cidade ficou em 498,7 casos por 100 mil habitantes entre os homens e 401,7 casos por 100 mil entre as mulheres. O estudo revelou que a taxa de mortes por câncer aumentou de 13,8% em 1990 para 16,2% em 1999. Entre 1930 e 1999, a mortalidade provocada pela doença teve um crescimento de 300%.
?Os casos detectados de tumores de próstata foram os que mais aumentaram, devido ao crescimento do número de exames de prevenção e da maior freqüência nos diagnósticos?, disse Mirra. Outros tipos de câncer comuns em homens são os de pulmão, estômago, cólon e bexiga. Entre as mulheres, o mais comum verificado em São Paulo é o de mama, seguido pelos cânceres de colo de útero, cólon, estômago e tireóide.
?Um dos maiores objetivos da Organização Mundial da Saúde é a organização de programas específicos para o controle do tabagismo, pois o cigarro atua em diferentes tipos de tumores?, disse Mirra. Segundo ele, outra forma de coibir a proliferação de tumores é a alimentação saudável.
O estudo constatou ainda que hábitos sexuais e fatores reprodutivos interferem no aparecimento de cânceres de mama, colo de útero e próstata. Os de estômago e cólon estão mais relacionados aos hábitos alimentares.

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