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Faculdade de Medicina da USP cria banco de dados de DNA

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Estima-se que cerca de 30 mil crianças e adolescentes desapareçam anualmente no Brasil; desses, entre 10% e 15% ficam sumidos por longo período. No Estado de São Paulo, são aproximadamente 8 mil por ano. Agora, as pessoas que procuram esses entes queridos terão a ajuda científica do Caminho de Volta, projeto do Centro de Ciências Forenses, do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da USP. Toda vez que um indivíduo for encontrado, em qualquer cidade do País, terá o sangue coletado e encaminhado para análise. O resultado será comparado com os dados do banco de DNA dos familiares. O objetivo é auxiliar na solução desses casos, fazendo a identificação de crianças localizadas, informa a Agência Imprensa Oficial.
O banco de dados vai contar com dois grandes arquivos, o primeiro será montado com material genético de familiares de crianças desaparecidas ou que vierem a sumir na capital. Basta coletar sangue (uma gota é suficiente) da mãe e do pai para realizar o exame. O outro arquivo terá informações genéticas dos jovens que forem progressivamente achados. Paralelamente, colaboraremos para a reintegração no retorno ao lar, evitando a freqüente reincidência no caso de fugas.
Esse trabalho será iniciado na cidade de São Paulo, que registra a maior parte dos desaparecimentos ou fugas. Mas os planos são de ampliá-lo para o interior e, numa segunda etapa, a intenção do governo federal é que o projeto cubra todo o País. O resultado do teste das famílias será armazenado num banco de dados, em que constarão idade, características físicas, local e forma do desaparecimento, e outras informações.
Quando a busca no banco de DNA for negativa, as características da criança encontrada permanecerão arquivadas. E sempre que uma nova família ingressar no banco, seus dados serão automaticamente cruzados, na tentativa de estabelecer a paternidade. O mesmo ocorrerá com familiares quando uma nova pessoa for incluída.
Serviço:
DML da Faculdade de Medicina da USP, tel. (11) 3085-9677
Projeto Alô Vida, da Fundação Horsa, tel. (11) 4181-8866

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