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EUA estudam subsidiar pesquisas para novos antibióticos

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O governo dos EUA cogita oferecer incentivos financeiros ao setor farmacêutico, como benefícios fiscais e prorrogação da proteção de patentes, a fim de promover o desenvolvimento de antibióticos imprescindíveis para vários tratamentos. Segundo reportagem do The New York Times, o governo estaria preocupado com uma possível crise da saúde pública.  

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As propostas adquiriram urgência porque as bactérias estão se tornando mais resistentes a praticamente todos os medicamentos existentes. De acordo com a comissária do órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), o número de novos antibióticos que está sendo desenvolvido é extremamente escasso. O reduzido arsenal mundial contra as “superbactérias” levou os cientistas a alertar que as infecções dos dias atuais poderão se tornar novamente uma das principais causas de morte, como eram antes do advento da penicilina.

Outras ideias estão sendo estudadas pelos parlamentares, como um aumento dos recursos federais destinados à pesquisa e a garantia de aquisições dos novos antibióticos pelo governo. A União Europeia também prepara um projeto, baseado em propostas de possíveis incentivos. Há um ano, os EUA e a UE criaram uma força-tarefa sobre a resistência aos antibióticos.

Custo

Apesar dessas iniciativas, não há consenso. Um estudo divulgado no mês passado pela Office Health Economics, uma empresa de consultoria das indústrias do setor farmacêutico britânico, sugeriu que seriam necessários incentivos num valor superior a US$ 1 bilhão para cada medicamento.

Segundo alguns críticos, a justificativa dos incentivos não convence. Há sinais de que o setor farmacêutico decidiu aumentar seus esforços por conta própria, para atender a essas necessidades. O número de antibióticos em fase de teste clínico aumentou consideravelmente nos últimos três anos, invertendo uma tendência iniciada na década de 80, conforme mostram dados fornecidos pelo FDA. As iniciativas são lideradas por pequenas empresas, que se satisfazem com vendas menores.

De 2003 a 2007, o FDA aprovou apenas 5 novos antibióticos; de 1983 a 1987, foram 16. Apenas 5 dos 13 maiores laboratórios farmacêuticos ainda procuram descobrir novos antibióticos.

Um dos motivos é o fato de que as pessoas costumam tomar antibióticos durante uma ou duas semanas – o que os torna menos lucrativos para os fabricantes do que os remédios contra câncer ou diabete, que em geral devem ser tomados durante meses ou mesmo pela vida toda.
Outro fator é que os novos antibióticos provavelmente deverão ser usados com muita cautela no início, para que tenham a capacidade de impedir o surgimento da resistência.

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