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Estudo vai mapear a situação do AVC no Brasil

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A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) promove, em parceria com a Bristol-Myers Squibb, um estudo inédito para mapear a incidência, condições de prevenção, diagnóstico e tratamento do AVC (acidente vascular cerebral) no Brasil. A pesquisa está sendo coordenada pelo Dr. Rubens José Gagliardi, Professor Adjunto de Neurologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. O objetivo é revelar o cenário atual da doença e a partir daí propor a abertura de novas frentes e oportunidades de ação para melhoria das condições de prevenção, diagnóstico e tratamento do AVC entre a população brasileira. O questionário, que é um instrumento estruturado de investigação, foi desenvolvido por especialistas (profissionais da Unicamp) por meio do método Delphi e será aplicado entre 1 mil neurologistas de todo o país a partir de outubro.
Apesar de ser atualmente a principal causa de morte no Brasil, uma das principais em todo o mundo (são mais mortes que o câncer, qualquer outra enfermidade ou fator externo) e a principal causa de seqüelas em adultos, o AVC tem recebido pouca atenção por parte das autoridades na promoção de campanhas de esclarecimento e prevenção junto à população. O diagnóstico tardio e a conduta terapêutica inadequada contribuem para o agravamento das lesões do AVC e isso pode ser minimizado por meio da informação. A população também precisa ser alertada sobre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como fazer para detectá-los e corrigi-los e todas as possibilidades de tratamento.
A aterotrombose ? grupo de doenças que inclui o acidente vascular cerebral, o infarto agudo do miocárdio e as arteriopatias periféricas ? é atualmente a principal causa de mortes no Brasil, de acordo com o Datasus. A aterotrombose é responsável por 32,27% das mortes, seguido de causas externas (14,87%), neoplasias (14,61%), doenças respiratórias (11,12%) e outras causas (27,37%). O AVC é responsável por mais de 80 mil óbitos por ano, 16,2% do orçamento da saúde e 10,7 milhões de dias de internação.
É interessante notar que a incidência da doença está muito relacionada a questões culturais e econômicas e por isso as taxas variam nas diferentes regiões do País. Em Salvador, por exemplo, as taxas são de 168/100 mil adultos. Já em Joinville, 81,7/100 mil adultos. A média de mortes é de 50,9/100 mil habitantes adultos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aterotrombose é responsável por 52% das mortes no mundo, seguido por câncer, doenças infecciosas, doenças pulmonares, morte violenta e Aids.
O AVC é altamente incapacitante. Das pessoas acometidas pelo acidente vascular cerebral cerca de 30% morrem ou ficam incapacitadas (incapazes de desempenhar as funções mais simples do dia-a-dia, como caminhar ou se alimentar). Outros 40% ficam com seqüelas que limitam as atividades diárias e 30% alcançam a recuperação total ou quase total.

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