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Estudo aponta carência no tratamento da constipação

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Um estudo global voltado à epidemiologia da constipação, apresentado na semana passada durante o congresso de doenças digestivas, em Los Angeles, revelou que 12% da população mundial se auto-considera constipada. A pesquisa, patrocinada pela Boehringer Ingelheim, analisou 13.879 participantes de quatro continentes. Segundo o levantamento, o cenário varia conforme a região. As pessoas nas Américas e na Ásia-Pacífico sofrem duas vezes mais que os europeus: nas Américas e na Ásia-Pacífíco são 17,3% enquanto na Europa são 8,7%. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, 20% dos brasileiros, na sua maioria mulheres, sofrem do mal.
A pesquisa também destacou que um quarto da população que sofre de constipação não trata os sintomas. Das pessoas que sofrem de constipação e se tratam, menos de um terço realmente fazem uso de laxantes. Na região da Ásia-Pacifico, onde há maior freqüência de constipação (17%), menos de 2 em 10 pacientes dos que sofrem com o mal utilizam laxantes. Mesmo nas Américas, onde o uso desse tipo de tratamento é maior, menos de 4 em 10 pacientes usam esse tipo de medicamento. Em média, 40% dos pacientes tentam o tratamento mudando os hábitos alimentares, apesar de pesquisas mostrarem que na verdade dieta e estilo de vida não são necessariamente responsáveis pela ocorrência da constipação, e a crescente ingestão de fibras e líquidos definitivamente não trará alívio efetivo.
Os resultados completos da investigação deverão ser apresentados na 14ª Semana de Gastroenterologia da União Européia, em Berlim (Alemanha), de 21 a 25 de outubro de 2006.

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