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Estudo aconselha Brasil a investir em pesquisa do princípio ativo de anti-retrovirais

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Um estudo publicado pela ANRS, agência francesa de pesquisa em Aids, aconselha o Brasil a aumentar o investimento na pesquisa do princípio ativo dos anti-retrovirais, remédios usados no controle do vírus HIV. De acordo com a Agência Brasil, o trabalho da ANRS afirma que o País corre o risco de, nos próximos anos, enfrentar dificuldades para importar essa matéria-prima de países como Índia e China. Um dos autores do trabalho, o pesquisador francês Benjamin Coriat, reconhece que o Brasil teve o mérito de universalizar o acesso ao tratamento. No entanto, segundo ele, essa universalização teve como base a importação de produtos e matéria-prima mais baratos do que os laboratórios brasileiros podiam oferecer. Com isso as indústrias nacionais deixaram de investir no estudo das moléculas que são a base dos anti-retrovirais.
Para o cientista da ANRS, a ação do governo no setor farmacêutico precisa ser rápida. Em 2005, países em desenvolvimento, como Índia e Tailândia, aderem a um acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC) que estabelece regras de proteção ao direito intelectual. Ao se adequar ao acordo ? conhecido como Trips – esses países irão patentear os anti-retrovirais produzidos por suas indústrias, o que pode elevar o preço da solução.
O trabalho com o alerta foi publicado no livro ?Economia da Aids?, lançado durante o Simpósio Franco-Brasileiro sobre a Propriedade Industrial no Domínio da Saúde, realizado no Ministério das Relações Exteriores.
Atualmente, cerca de 140 mil portadores do vírus HIV estão em tratamento no Brasil. O fornecimento gratuito do coquetel anti-retroviral é garantido pelo governo federal. Por ano, o programa investe 69,9% do seu orçamento na aquisição de anti-retrovirais, um total de US$ 1,2 milhão. Dos 16 medicamentos do coquetel, sete são produzidos em laboratórios brasileiros (três estatais e um privado), a partir de moléculas importadas. Os outros nove remédios são totalmente importados.

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