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Uma metodologia para a identificação de idosos com maior risco de internação hospitalar, de modo a priorizá-los em programas de prevenção, desenvolvida por pesquisadores de universidades e hospitais do Rio de Janeiro, foi descrita em artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública, periódico científico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
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O risco é calculado a partir das respostas a um questionário, conhecido como Probability of repetead admission, que avalia oito indicadores: auto-percepção do estado de saúde; histórico de internações hospitalares no último ano; número de consultas médicas no último ano; presença de diabetes; presença de doença cardíaca; sexo; presença de cuidador; e faixa etária.
Para a validação da ferramenta, ela foi aplicada em idosos usuários de um plano de saúde na cidade do Rio de Janeiro. Respostas foram obtidas por telefone dos próprios idosos ou de seus cuidadores, com um total de cerca de 1,4 mil participantes.
A maioria dos entrevistados tinha entre 65 e 74 anos, era do sexo feminino e classificava como boa a sua saúde. No ano anterior à pesquisa, 33% foram a quatro ou mais consultas médicas, 14,5% passaram por pelo menos uma internação hospitalar, 11,9% tinham diabetes e 10,8 apresentavam doença cardíaca.
Os dados coletados foram usados para o cálculo do coeficiente de probabilidade de internação hospitalar. Os resultados apontaram que 76,03% dos idosos apresentavam risco baixo, 13,4% risco médio, 7,23% risco médio-alto e 3,23% risco alto.
Segundo os autores, o objetivo do trabalho foi apresentar a hierarquização da demanda de idosos em sistema de saúde complementar, baseado na identificação dos indivíduos com maior risco para internação hospitalar.
“O modelo permitiu a hierarquização da demanda da população de idosos, de acordo com o risco de internação hospitalar, o que proporcionou melhorar o planejamento e gestão do serviço, pois passou a ser possível dimensionar o quantitativo de indivíduos para intervenção e planejar a assistência”, destacam.
 

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