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Estatal irá administrar hospitais universitários

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O governo de Lula publicou no último dia 31 a medida provisória 520 que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. O objetivo da estatal é prestar assistência médico-hospitalar e laboratorial à população e apoiar os serviços de ensino, pesquisa, formação de pessoas no campo da saúde pública e universidades federais.
A entidade irá administrar hospitais universitários e apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa nessas universidades. Com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio, a instituição será vinculada ao Ministério da Educação, com sede em Brasília, podendo ter subsidiárias regionais.
O capital social será representado por ações ordinárias nominativas, integralmente sob a propriedade da União. A MP prevê dispensa de licitação para a contratação da empresa pela administração pública, para “realizar atividades relacionadas ao seu objeto social”.
Segundo texto da MP, a principal receita da empresa serão os contratos com as universidades, além da alienação de bens e direitos, aplicações financeiras, direitos patrimoniais, como aluguéis, foros, dividendos e bonificações, acordos e convênios que realizar com entidades nacionais e internacionais e “doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado”.
A medida provisória é uma consequência do decreto 7982, publicado em janeiro de 2010 e que criou o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, cujas maiores metas são reestruturar o quadro de pessoal dos hospitais universitários federais, melhorar o financiamento, gestão e estrutura física dessas instituições, além de recuperar e modernizar seu parque tecnológico.
Atualmente existem 46 hospitais universitários ligados a 32 universidades federais. Nesses hospitais atuam mais de 70 mil servidores, dos quais 59% são vinculados ao Ministério da Educação e o restante são terceirizados, celetistas, cedidos por outros órgãos ou autônomos. A expectativa é de que, com a medida, todos os funcionários sejam contratados por concurso público.
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