Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

Esquema envolve 11 empresas de materiais e medicamentos hospitalares

Publicidade

A Operação Parasita, deflagrada na madrugada desta quinta-feira pela Polícia Civil de São Paulo, resultou na prisão de cinco pessoas e na expedição de 23 mandados de busca e apreensão. A operação investiga uma quadrilha acusada de fraudar licitações de hospitais públicos do Estado e da Prefeitura de São Paulo e de outros 29 municípios do interior, além de instituições no Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A Polícia estima que a quadrilha tenha arrecadado cerca de R$ 100 milhões nos últimos anos.
Deixe o seu comentário sobre esta notícia
Tem mais informações sobre o tema? Então, clique
Entre as práticas ilegais estão o suborno de agentes públicos, o superfaturameto de preços, que chegavam a 400% do valor real dos materiais, e a entrega de produtos de má qualidade, que colocavam em risco a saúde dos pacientes. O bando é investigado ainda sob as suspeitas de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas para paraísos fiscais. Pelo menos 11 empresas fornecedoras de materiais cirúrgicos, remédios e insumos hospitalares são investigadas no caso.
Foram presos o empresário Dirceu Gonçalves Ferreira Junior, um dos donos das empresas VidasMed e Biodinâmica, Renato Pereira Junior e seu sócio Marcos Agostinho Paioli Cardoso, proprietários da Home Care Medical, apontados como os chefes da área empresarial da organização criminosa; além de Vanessa Fávaro, representante de uma das empresas, e Carlos Alberto do Amaral.
Na operação, foram apreedindos 14 carros (entre eles um Porsche), cinco motocicletas (entre elas, uma Harley-Davidson), três lanchas e uma helicóptero – modelo Robson 40.  Os suspeitos também tiveram as suas contas bancárias, as aplicações e os bens bloqueados.
O trabalho investigativo da operação começou há 12 meses e teve a participação do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap – da Secretaria de Segurança Pública), da Corregedoria de Administração do Estado (Casa Civil), da Diretoria Executiva de Administração Tributária (Secretaria da Fazenda), e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco – do Ministério Público Estadual).
A participação dos funcionários públicos está sendo investigada e, após a averiguação dos processos licitatórios, será definida a responsabilidade de todas as pessoas envolvidas no esquema.
Com informações do portal Estadão e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta