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Especialistas alertam para risco de três novos vírus

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Três vírus ainda inexistentes no Brasil podem estar prestes a chegar por aqui. O alerta é dos pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Rodrigo Nogueira Angerami e Luiz Jacintho da Silva, que veem com apreensão a disseminação, em países com os quais o Brasil mantém fluxo intenso de pessoas e produtos, dos vírus chikungunya, do Nilo Ocidental e da dengue tipo 4.
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Segundo os pesquisadores, que lançaram no ano passado o livro “Viroses Emergentes no Brasil”, basta uma pessoa contaminada por um desses vírus entrar no país para que o risco se torne concreto, pois os vetores responsáveis pela transmissão dos mesmos são abundantes em vários locais do país.
O vírus da dengue 4, por exemplo, é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti -o mesmo que carrega os outros três sorotipos da doença.
“O vírus já circula no norte da América do Sul e no Caribe”, diz Angerami. Segundo ele, essa proximidade aumenta as chances de que uma pessoa infectada nesses locais seja picada no Brasil. Além disso, mosquitos contaminados podem ser transportados -adultos ou em ovos- junto a mercadorias.
Ele admite que é difícil prever se e quando a doença chegará ao país, já que os fatores de risco estão presentes há alguns anos e o vírus ainda não cruzou a fronteira. Ainda assim, o risco preocupa os pesquisadores. “Como parte considerável da população já foi infectada por um ou mais sorotipos [da dengue], poderíamos ter uma epidemia com casos graves”, diz Silva, que vê o vírus da dengue tipo 4 como o mais perigoso.
O chikungunya, por exemplo, causa uma doença similar à dengue clássica, mas menos severa. Ele é transmitido pelo Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, também comum no país.
Já os sintomas do vírus do Nilo Ocidental não costumam passar de um quadro febril, mas a doença pode evoluir para encefalite e até matar. O pernilongo é vetor do vírus, que também é transportado por aves.
O diretor do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Mendes, admite o risco, mas ressalta que o monitoramento de aves migratórias e a investigação de todos os casos inusitados registrados na rede de saúde minimizam o risco de disseminação de novas doenças.

       
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