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Especial Operadoras: Mudança no modelo assistencial depende de novo formato de remuneração

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O atual modelo de assistência à saúde passa por uma crise semelhante a dos anos 70, em que era avaliado como ineficaz, ineficiente, iníquo e insatisfatório. Na opinião do Fausto Pereira dos Santos, diretor presidente da ANS, o modelo ?hospitalocêntrico? precisa ser substituído pelo ?usuário centrado?. Hoje o cuidado é fragmentado, tem ênfase na doença e não é prospectivo. A implementação de um novo sistema passa pelo entendimento integral das responsabilidades do prestador de serviços e da operadora, com acesso organizado, prática clínica cuidadora e adoção de critérios de eficiência. ?Um novo modelo trará redução de custos e aumento da satisfação do beneficiário?.
O maior obstáculo para esta mudança é o o sistema de remuneração, que paga os hospitais por procedimentos realizados. ?A adoção de um novo modelo depende das operadoras. Enquanto não houver um pacto na saúde suplementar para que a assistência médica seja focada na prevenção de doenças, o atual sistema será mantido. A remuneração por metas, que mantenha uma relação custos x efetividade, e o controle da sociedade sobre os resultados são caminhos para atingir este objetivo.?
A ANS irá introduzir a adoção à saúde como dimensão prioritária do processo regulatório e trabalhará para a construção de uma política de incorporação tecnológica, junto às comissões ministeriais, como forma de iniciar um movimento em direção à regulação assistencial.
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