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Entrevista: Mudanças à vista

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O ano começa com a rede de hipermercados Wal-Mart, a maior empresa norte-americana, de acordo com a revista Fortune, anunciando seus primeiros passos no setor de saúde. A entrada de novos players, não diretamente ligados ao segmento, pode ser nociva ao setor de saúde no Brasil? Confira a análise de Horácio Catapreta, presidente da HCVP Consultoria Empresarial, para o Saúde Business Web.

Saúde Business Web: Recentemente, o Wal-Mart anunciou que começaria a vender medicamentos genéricos. Nos Estados Unidos, a rede de supermercados também criou um conceito de ‘fast clinics’, que deve ser trazido ao Brasil ainda este ano. Qual é o impacto deste movimento de entrada de novos players no setor de saúde?

Horácio Cata Preta: É uma tendência mundial nos grandes centros ter este tipo de clínica em hipermercados e shoppings. É uma facilidade para o consumidor que aproveita que já está no local para fazer exames ou passar em consulta. No Brasil, o primeiro impacto deve ser uma confusão com os Conselhos Regionais de Medicina, já que o Wal-Mart estabeleceu um valor de consulta de R$ 20 e a CBHPM diz que esta quantia deve ficar entre R$ 40 e R$ 50. Primeiro, o CRM vai exigir registro e a manutenção do preço. Acredito que estes locais poderão fazer um atendimento social e ajudar a acelerar a fila do SUS. Outro movimento interessante está acontecendo no Chile. A VR está lançando um cartão pré-pago de saúde lá. Se der certo, a proposta é estender para o Brasil.

SBW: Você acredita que estas ações são ameaças aos planos de saúde, por oferecerem assistência a preços mais baixos?

Cata Preta: Não é uma ameaça ao plano, porque não resolve todo o problema, como, por exemplo, os serviços complementares. Este é só o início da cadeia de saúde. Até no plano de saúde há problemas. A pessoa passa na consulta, mas não tem dinheiro para o medicamento, não toma e acaba ainda pior. Essa situação só seria resolvida com planos complementares aos atuais. Hoje, a operadora só oferece medicamentos em casos de internação ou cirurgia. Isso é um problema para o paciente crônico. Algumas empresas perceberam que oferecer o tratamento para o paciente em casa pode reduzir custos lá na frente e já começam distribuir insulina, para diabéticos, por exemplo.

Horácio Cata Preta também analisa as perspectivas para 2008 na revista Saúde Business de janeiro/fevereiro .

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