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Entenda a gestão administrativo-financeira da Beneficência Portuguesa

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O complexo hospitalar Beneficência Portuguesa de São Paulo faturou R$ 455 milhões em 2009. De praxe, o balanço financeiro da instituição é publicado em jornais anualmente, para atribuir maior transparência aos processos.

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Hoje, 60% dos 1,5 milhão de atendimentos realizados por ano são direcionados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), nos blocos I e IV na Unidade Hospital São Joaquim. O restante é destinado a pacientes de convênios e particulares: as classes B, C e D são atendidas em três outros blocos desta unidade, reservando-se à Unidade São José para pacientes das classes A e B – cuja construção demandou investimentos de cerca de R$ 70 milhões.

Para gerir a parte financeira da instituição, 113 colaboradores atuam em um departamento dividido por caixa, contabilidade, contas a pagar e a receber, custos, estudos econômicos, faturamento e finanças. Essas pessoas estão entre os principais responsáveis por garantir as boas práticas na gestão administrativo-financeira da instituição.

O Beneficência Portuguesa de São Paulo lida com sua área de compras de materiais e medicamentos, chave em um hospital, por meio de módulos de gerenciamento de estoques, que fazem parte do Sistema de Gerenciamento Hospitalar (SGH).

“Este sistema sugere reposições necessárias e está integrado com plataformas eletrônicas de compras, o que assegura agilidade do processo, racionalidade e maior abrangência do mercado fornecedor”, diz o superintendente geral do hospital, Luiz Koiti.

De acordo com o executivo, o hospital adota outros instrumentos de gestão financeira, que proporcionam melhor administração do fluxo de paciente. Com o Sistema de Triagem de Manchester, os pacientes são atendidos de acordo com a gravidade do caso, auxiliando na justificativa de procedimentos especiais e de alto custo realizados, diminuindo, assim, as glosas médicas. Por meio da ferramenta Alert EDIS, os atendimentos de urgência e emergência são informatizados de forma integrada com os demais softwares da instituição, o que agiliza o faturamento das contas.

A implantação de novas tecnologias demandou R$ 15 milhões em investimentos no ano passado. Este ano, o hospital destinou outros R$ 11 milhões à modernização dos quartos, além de R$ 600 mil à reformulação do call center e R$ 7,5 milhões a obras de ampliação e modernização do pronto-atendimento. Com estes investimentos, a instituição espera aumentar em 82% os atendimentos nos próximos cinco anos.

Também foram destinados cerca de R$ 3 milhões à construção de uma nova unidade de terapia renal, com capacidade para 2400 sessões por mês. O hospital também investe em treinamento dos colaboradores, alcançando mais de 30 mil participantes até setembro de 2010. O Plano Diretor da Beneficência Portuguesa de São Paulo prevê ainda investimentos na ordem de R$ 160 milhões até 2015, com especial atenção à modernização da Unidade Hospital São Joaquim.

Relações Necessárias

“Uma parceria saudável e profissional, pautada na ética e no binômio ?ganha-ganha””: é assim que Luiz Koiti descreve a relação da Beneficência Portuguesa de São Paulo com seus fornecedores.

Segundo o superintendente, a instituição tem preferência por acordos corporativos, com fornecedores considerados estratégicos. O hospital também usa o sistema de compras eletrônicas e avalia a qualificação dos fornecedores regularmente.

Quanto às fontes pagadoras, Koiti explica que são feitas pesquisas de satisfação junto às principais operadoras, visando oferecer um serviço de excelência.

Pela Frente

De olho no futuro, corpo diretivo e gerencial da Beneficência Portuguesa de São Paulo realizaram uma discussão estratégica em 2008, de onde derivaram diversos planos de ação.

“Anualmente validamos os pilares de sustentação do planejamento estratégico e realizamos uma revisão completa a cada três anos”, diz Koiti.

Em relação às metas para os próximos anos, o superintendente é discreto. “Não posso falar em expectativa, visto que [o hospital] é uma instituição filantrópica formada por milhares de associados. O que posso dizer é que buscamos manter o equilíbrio nas contas para manter a qualidade no atendimento a todos os pacientes, tanto particulares, privados, associados ou usuário do SUS.”

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