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Empresas de resíduos buscam novos mercados

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Com diferentes focos de atuação, mas com os negócios concentrados no tratamento de resíduos, Serquip, Ecourbis e Refina são as finalistas da categoria “Resíduos”  dentro do grupo Indústria de Serviços, no Top Hospitalar 2010. As companhias também passam por momentos distintos.  A Serquip, depois da associação com a multinacional Stericycle quer ampliar o market share.  Já a Refina Metalquímica por conta do foco exclusivo em elementos químicos e fotoquímico perde mercado no eixo Rio São Paulo, mas vê o interior do Brasil e países sul americanos como locais estratégicos enquanto a Ecourbis- predominante em lixo domicialiar investe na melhoria de serviços como um todo.  
Criada para atender à cidade de São Paulo, a Ecourbis divide a concessão da coleta e tratamento de resíduos com a Loga. O serviço prestado à prefeitura contempla todo o tipo de resíduo incluindo os resíduos sólidos de saúde, o chamado de “lixo hospitalar”. Dentro desta classificação estão presentes desde lixo proveniente de hospitais até consultórios dentários e clínicas veterinárias.
Em 2010, o grupo A, divisão adotada pela empresa para determinar grandes geradores (acima de 20 kilos) coletou e destinou 10.154 toneladas originários de  140 geradores.  O grupo B, caracterizado por geradores que produzem até 29 kilos é composto por 7266 integrantes e foi responsável por 266 toneladas de resíduos em 2010.
Apesar da grande quantidade, o que predomina no serviço prestado pela Ecourbis é o lixo domiciliar, os resíduos sólidos de saúde representam de 3 a 5% do faturamento da empresa. “Nosso faturamento é algo em torno de R$ 300 milhões (anual).  Nós não trabalhamos por preços versus quantidade e, sim, pela completa execução de todo o serviço, temos uma tarifa para executar na concessão”, explica o presidente da Ecourbis, Nelson Domingues, sobre o contrato de concessão estabelecido com a prefeitura da cidade de São Paulo.  
Já a Serquip tem 80% dos seus negócios na área de resíduos sólidos de saúde. A empresa já atua em 11 estados brasileiros, na coleta e tratamento do lixo se aliou a multinacional Stericycle, em 2010, para ganhar fôlego e crescer. A gigante global Stericycle, presente em vários países, comprou 70% das ações da Serquip repetindo a estratégia de expansão via aquisições que ela tem no mundo. A companhia detém cerca de 30% e com a parceria pretende ampliar o mercado
“A Serquip, antes já tinha market share interessante com a chegada da Stercycle conseguimos agregar valor a marca”, diz o presidente da empresa, Alexandre Menelau. Em 2010, a empresa faturou US$ 40 milhões de dólares no Brasil.
Há 30 anos no mercado, a Refina Metalquímica tem o foco na coleta e tratamento dos resíduos químicos e fotoquímicos. Os elementos estão presentes nos resíduos de diagnóstico por imagem e também em outros resíduos hospitalares como o formol e fármaco – químicos, ou seja, todo resíduo que apresenta estes elementos são focos da companhia.
Por conta da atuação específica,  a empresa acaba trabalhando em parceria com outras companhias que coletam resíduos hospitalares. Pela modernização dos equipamentos de diagnóstico por imagem e a armazenagem digital dos exames  diminuindo a quantidade de chapas de raio-x,  há de se prever a redução de mercado para a Refina.
“Existem muitas aplicações que já estão sendo processados via computador, estes não geram resíduos, porém a realidade no Brasil ainda é outra. Quem tem esse equipamento de última geração está em estados mais avançados. Com certeza a Refina está perdendo mercado nas grandes capitais, porém não no interior e em outros países.- eles são um mercado em potencial”, conta o fundador e diretor da companhia,  Albert Reuben. O executivo diz que ainda há muito o que explorar no Brasil e não descarta a possibilidade de entrar em países sul-americanos.
Apesar disso, a empresa hoje é uma das únicas desse ramo. Reuben  conta  que o ano de 2010 foi bom, ele não revela resultados, mas diz que foram quase quatro mil quilos de prata recuperados- os contratos com prestadores são feitos a custo zero em troca da reciclagem do elemento.
Prêmio
O contrato com a Ecourbis tem data certa para acabar. O acordo com a prefeitura na prestação de serviços tem duração de 20 anos. Até  a metade do período, em 2014, a empresa deve entregar um aterro com investimento avaliado em R$ 150 milhões. A Ecourbis também investe em expansão da frota com R$ 30 milhões de novos veículos para a coleta em 2011.
Sobre a indicação ao Top Hospitalar 2010, Domingues está animado. “Para nós é uma honra estar elencado para participar, será um objeto de orgulho poder dividir as glórias, pois dividimos as dificuldades também. Somos uma família”. A empresa conta com  2500 funcionários próprios e 400 terceirizados.
Menelau pretende levar a Serquip a um crescimento de 20% em 2011 fortalecer a marca da empresa no Rio Grande do Sul e no ABC Paulista, novos campos da marca.  O ano de 2010 foi de grandes movimentações para a companhia com a aliança da multinacional e em 2011 a ideia é a mudança da marca para Stericycle do Brasil.
“A Serquip foi indicada (Top Hospitalar 2010) pela primeira vez. Foi surpresa a nossa indicação, as expectativas são as melhores quanto ao prêmio”, comemora Menelau.
Para o Top Hospitalar 2010, Reuben acredita na tradição e no conhecimento da Refina no mercado. “Em termos de tamanho e de visibilidade, provavelmente os nossos dois indicados tem uma visibilidade maior. A Refina atua com indicação e a tradição da marca. A qualidade dos nossos serviços é boa. Os hospitais de grande porte e primeira linha sempre confiaram nosso trabalho”, afirma.
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