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Empresas concorrem para gerir Hospital do Subúrbio na Bahia

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O governo da Bahia também apostou no modelo de parceria público-privada para a administração de serviços. Visando a eficiência dos serviços de saúde no Estado, o governo lançou um edital de licitação para a gestão do Hospital Geral do Subúrbio, em Salvador.
Há dois grupos disputando a gestão, que terá o prazo de 10 anos: os grupos Vita e Facility e a Promédica e Dalkia. Os investimentos giram em torno de R$ 50 milhões, aproximadamente, por conta das empresas, e o governo entregará a estrutura física do hospital e arcará com o custeio operacional.
Entre os dias 23 e 25 deste mês, acontecerá o leilão que definirá o grupo responsável pela administração da instituição. Das três etapas para definir as empresas gestoras, duas já foram realizadas. Na primeira audiência, realizada na terça-feira, 2, os consórcios apresentaram as garantias para a gestão do hospital. Passada a análise de propostas técnicas, realizada na sexta-feira 5, um leilão para definição do consórcio escolhido deverá realizado entre os dias 23 e 25. O prazo foi definido em audiência na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Para o business developer  das áreas de instituições de saúde e educação da Dalkia, Alexandre Lima Ribeiro, este momento é positivo, um marco zero na evolução deste tipo de gestão. “Acredito que estamos colaborando positivamente para criar a cultura de PPPs no Brasil”, explica, apontando os benefícios deste sistema. “Os investimentos são grandes, e o prazo de dez anos é suficiente para criar a consistência necessária para gerar um hospital de qualidade para as pessoas”, conta o executivo, que está confiante em relação à licitação. “A Dalkia possui mais de 30 contratos de parceria público-privada internacionalmente. Os mais recentes foram no México e no Peru”, ressalta, apontando a Promédica como uma grande parceira em relação a esse projeto. “A Promédica é uma parceira ideal por se tratar de um grupo baiano. Por conhecer o cenário da região, sabe claramente onde e como investir recursos”, finaliza.
O presidente da rede Vita, Edson Santos, concorda com o sucesso deste modelo de gestão. “A gestão compartilhada se provou mais do que útil, uma ferramenta comprovada. Mais do que nunca empresas buscam serviços terceirizados para otimizar sua qualidade”, pontua. “A ideia é reduzir a abrangência final do resultado de trabalho, pois muitas vezes é mais viável gerenciar um contrato com uma empresa, e não um grande número de pessoas, direcionando serviços a empresas competentes”, analisa Santos, cuja empresa possui projetos de gestão compartilhada em andamento que abrangem a América do Sul, e, recentemente, ganharam um projeto no Hospital da Mulher, no Rio de Janeiro.
O Hospital Geral do Susbúrbio começou a ser construído em 2008, e recebeu investimento de R$ 42,1 milhões. A instituição conta com 248 leitos, sendo 30 de UTI.
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