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Emprego: prenúncio de grande crescimento do consumo

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Em agosto de 2010, no conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisas Mensal de Emprego do IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) a taxa de desocupação ficou em 6,7%, a menor registrada desde o início da série da pesquisa iniciada em março de 2002. A taxa ficou próxima da de julho (6,9%) e caiu 1,4 ponto percentual em relação a agosto de 2009 (8,1%). A média de janeiro a agosto da taxa de desocupação (7,2%) recuou 1,3 ponto percentual em comparação com igual período do ano passado (8,5%). Regionalmente, a taxa de desocupação teve variação significativa em Recife (de 10,0% em julho para 9,0% em agosto). Na comparação com agosto de 2009, houve quedas de 2,3 pontos percentuais em Belo Horizonte, de 2,3 p.p. em São Paulo e de 0,8 p.p. em Porto Alegre e alta de 0,1 p.p. no Rio de Janeiro.
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Em agosto, a população economicamente ativa (PEA) foi estimada em 23,73 milhões de pessoas, o que representou em termos relativos um aumento de 0,3%. No total das seis regiões metropolitanas, o número de ocupados permaneceu estável em todos os grupamentos de atividade em agosto com relação a julho. Na comparação com agosto de 2009, houve alta nos seguintes grupamentos: Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,9%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (4,9%) e dos Outros serviços (9,4%). Houve queda apenas o grupamento dos Serviços domésticos (-7,1%).
Posição na Ocupação. Os 22.135 milhões de ocupados das seis regiões metropolitanas contempladas pela PME, em agosto, distribuíram-se, principalmente, entre trabalhadores com carteira (11,2 milhões), trabalhadores por conta própria (4 milhões) e empregados sem carteira (4 milhões). Em termos relativos, frente a julho, todas as categorias de posição na ocupação assinalaram incrementos.
Na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), o crescimento de 3,2% da população ocupada foi influenciado pelo aumento de 6,8% dos empregados com carteira assinada, seguido pelos empregadores (3,3%) e trabalhadores conta-própria (0,8%). No acumulado entre janeiro e junho de 2010, contra igual período de 2009, o destaque foi a elevação de 6,8% dos empregados com carteira e o decréscimo 0,8% dos trabalhadores por conta própria.
Setores. Setorialmente, a ocupação nas seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentou os seguintes destaques na passagem julho para agosto: Administração pública (2,0%), Outras atividades (1,7%) e Outros serviços (1,6%) e Outros serviços (0,5%). Em sentido contrário, atuaram, principalmente: Serviços domésticos (-1,6%), Comércio e reparação de veículos (-0,9%) e Construção (-0,4%).
Na comparação entre agosto de 2010 e agosto de 2009, o destaque foi a elevação da ocupação nas Outras atividades (11,9%), Outros serviços (9,4%), Administração pública (4,9%) e na construção (4,7%). Em sentido oposto, o declínio veio de Serviços domésticos (-7,1%). No confronto entre janeiro-agosto de 2010 frente 2009, as variações acumuladas de maior intensidade foram: Outras atividades (10,7%), Construção (8,3%), Outros serviços (6,1%) e Intermediação financeira (4,6%).
Rendimento Médio Real. O rendimento médio real dos trabalhadores, que foi de R$ 1.452,50 cresceu 1,4% no mês e 2,6% no ano. Em relação a julho houve alta em Recife (4,4%), Salvador (3,3%), Rio de Janeiro (2,5%) e São Paulo (0,7%). Ocorreu declínio em Belo Horizonte (-0,1%). Frente a agosto do ano passado, todas as regiões tiveram alta: Recife (17,5%), Salvador (7,7%), Belo Horizonte (6,6%), Porto Alegre (6,4%), Rio de Janeiro (5,7%) e São Paulo (3,8%).
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